Bem comecemos! Alguns que me conhecem diriam : Já era hora de falar de sua experiência profissional como Analista Bioenergética , Psicoterapeuta Reichiana nos cuidados ao grave sofrimento psíquico.Eu digo tudo há seu tempo! Ou só agora que dissolvo as minhas couraças expressivas e perdi os medos da exposição e da critica , consigo me organizar e elaborar a minha fala.Contudo não esperem aqui postulados acadêmicos estes não são as minhas veias expressivas, a minha escrita é simples e permeada de "eu's". Um eu afetado pelos afetos ! Sempre!Inicio falando sobre Identidade Profissional.Apesar de ter gavetas cheias de títulos , entre eles: psicóloga , psicoterapeuta reichiana, analista bioenergética, terapeuta em técnicas corporais orientais , entre outros que já me esqueci nestes longos 23 anos de formação. Elas não norteiam a minha experiência profissional no sentido técnico, não são instrumentos de trabalho . A bioenergética é uma visão de mundo, uma porta aberta para novos saberes e experiências e novas criações.Quem me conhece no dia a dia , sabe que abomino ser um "Papagaio Intelectual" , ficar citando teorias e teóricos para referendar o que digo e faço. A ciência, o conhecimento e a sabedoria não são posses pessoais, elas pertencem à humanidade . E uma visão científica , um dado conhecimento só torna-se sabedoria quando eu o interiorizo , elaboro e o assimilo ,ele torna-se parte de meu "eu".E uma técnica ou teoria só é comprovada na pratica e no cotidiano clínico , não só dos psicoterapeuta, e sim e principalmente que façam sentido e transmutem as dores daqueles a quem cuidamos, que buscam as nossas ajuda. Caso contrario ficaremos sempre reinventando teorias que amenizem ou encubram as nossas dificuldades e insegurança em nossos exercícios técnicos e clínicos.Pode parecer redundante o que digo aqui e agora , os manuais de psicologia estão repletos dessas idéias, entretanto não é o que observo no meu cotidiano. Sou grata pela oportunidade de poder navegar pelos setores da psicologia clínica particular e pública , nelas observo os mesmos entraves diante de nossas inseguranças frente ao sofrimento humano, nos armamos de nossas técnicas e encaixamos sofrimentos dentro de sintomas e patologias , e pessoas tornam-se casos clínicos, nos distanciamos do outro com medo que nos percebam humanos sofredores.Tornamos SOBERBOS , agarramo-nos em meias verdades, pois uma teoria é só uma face da verdade! E passamos a disputar o poder de quem detêm esta verdade, qual o diagnóstico , qual a teoria ? O sofrimento do outro se torna um objeto, no sentido de "coisa" e não objeto de estudo para dimensionar ações que dêem respostas efetivas ao pedido do outro.A grande chaga da psicoterapia é tentar encaixar pessoas dentro de teorias!Este blog como já falei anteriormente começa a partir de uma provocação, bem intencionada, de um amigo que há um ano e meio me perguntou qual era o meu norte terapêutico dentro do NAPS (Núcleo de Atenção Psicossocial) . Esta pergunta me causou estranheza e todas as respostas que dei não me satisfizeram. No fundo eu já não mais sabia!E na tentativa de responder não a ele e sim a mim, iniciei o blog Mahavidya e me deparei com toda minha fragmentação oriunda de varias crises de ordem global em minha vida . Nasceu ai o retalho de cobertor, composições mescladas de resgates pessoais e profissionais, e agora estando no meio da confecção deste cobertor consigo responder a pergunta : Eu , eu sou o norte de minha clínica. E olhando agora ,recomposta em minha integridade , discordo do meu primeiro olhar , aonde assustada temia que fragmentada estaria executando um péssimo trabalho , que ao invés de ajudar estivesse prejudicando a quem me pedisse ajuda. Naqueles momentos como já não tinha forças para lutar contra a fragmentação eu simplesmente a aceitei e a mostrei e foi esta atitude que me transformou em uma terapeuta/pessoa presente e reestruturei os meus objetivos profissionais e pessoais.As pessoas que guio em suas jornadas de busca de seus "eus" e objetivos de vida respaldam estas conclusões .Falo isto para deixar claro que um terapeuta é um sujeito em eterna construção e que várias vertentes compõem está "tarefa", o pessoal, social, técnico, espiritual. E nestes campos sempre abertos de construções acabo assimilando e incorporando os atuais preceitos da teoria sistêmicaquanto às questões da neutralidade terapêutica. Realmente não conseguimos permanecer neutros diante do outro, pois não conseguimos fugir de quem somos. E quando aceitamos quem somos naquele momento não atuamos contratransferencialmente .Corremos sim , este o risco quando nos aguáramos aos nossos medos, impotência , inseguranças e nos armamos tanto que perdemos a nossa potência e espontaneidade que são as fontes da cria-ação.Esclareço aqui que bem conheço o conceito da transferência e contransferencias e eles pertencem a uma ótica técnica e teoria e cabem dentro de um determinado setting terapêutico. Dentro de uma sessão com horário determinado o seu manejo é possível. Numa dimensão de atendimento ao grave sofrimento psíquico (psicoses e neuroses graves - aqui a nomenclatura cabe pra que tenhamos um entendimento comum do que estamos falando e não o contrario como já disse) dentro dos preceitos de funcionamento de unidades NAPS , que exigem diversidades de ações , setting's diversos e exposições pessoais,as antigas óticas técnicas/ teóricas já não dão respostas efetivas e causam sofrimento aos terapeutas que com medo da perda da identidade profissional agarram-se a ela transformando-os em muralhas e em segundas peles.Concluindo, escolho começar por aqui para lançar a discussão sobre os campos da identidade profissional. Um tema delicado e importante do exercício clínico dentro da Saúde Mental no momento, diria uma ferida egoíca a ser entendida e tratada, pois pode nortear os caminhos de nossas ações, e impedir de construirmos novos saberes a partir das raízes do antigo.Encerro com uma analogia que uso atualmente para dizer o que é meu trabalho a que procura minha ajuda , quer no serviço público ou no particular:- Veja bem esta imagem : Numa noite escura , você esta numa trilha e me pede para guiá-lo . Tenho a lhe informar que eu também desconheço o caminho e aonde ele vai dar . Acontece que eu possuo uma lanterna. Durante este trajeto algumas vezes eu estarei à frente iluminando o caminho,algumas vezes estarei atrás de ti iluminando o teu caminho à frente.Em outras estarei ao teu lado, ora seguirei de braços dados com você , oras você se apoiará em mim em outros momentos eu me apoiarei em você, e em muitos outros nos apoiaremos em conjunto e esteja certo em todas as situações estarei segurando a tua lanterna. Assim como haverá momentos em que te entregarei a lanterna . E não fique preocupada, a ordem desses momentos é sempre você que determinara, é segundo a tua necessidade. Pois eu sou apenas a Moça da Lanternaterça-feira, 29 de janeiro de 2008
A MOÇA DA LANTERNA
Bem comecemos! Alguns que me conhecem diriam : Já era hora de falar de sua experiência profissional como Analista Bioenergética , Psicoterapeuta Reichiana nos cuidados ao grave sofrimento psíquico.Eu digo tudo há seu tempo! Ou só agora que dissolvo as minhas couraças expressivas e perdi os medos da exposição e da critica , consigo me organizar e elaborar a minha fala.Contudo não esperem aqui postulados acadêmicos estes não são as minhas veias expressivas, a minha escrita é simples e permeada de "eu's". Um eu afetado pelos afetos ! Sempre!Inicio falando sobre Identidade Profissional.Apesar de ter gavetas cheias de títulos , entre eles: psicóloga , psicoterapeuta reichiana, analista bioenergética, terapeuta em técnicas corporais orientais , entre outros que já me esqueci nestes longos 23 anos de formação. Elas não norteiam a minha experiência profissional no sentido técnico, não são instrumentos de trabalho . A bioenergética é uma visão de mundo, uma porta aberta para novos saberes e experiências e novas criações.Quem me conhece no dia a dia , sabe que abomino ser um "Papagaio Intelectual" , ficar citando teorias e teóricos para referendar o que digo e faço. A ciência, o conhecimento e a sabedoria não são posses pessoais, elas pertencem à humanidade . E uma visão científica , um dado conhecimento só torna-se sabedoria quando eu o interiorizo , elaboro e o assimilo ,ele torna-se parte de meu "eu".E uma técnica ou teoria só é comprovada na pratica e no cotidiano clínico , não só dos psicoterapeuta, e sim e principalmente que façam sentido e transmutem as dores daqueles a quem cuidamos, que buscam as nossas ajuda. Caso contrario ficaremos sempre reinventando teorias que amenizem ou encubram as nossas dificuldades e insegurança em nossos exercícios técnicos e clínicos.Pode parecer redundante o que digo aqui e agora , os manuais de psicologia estão repletos dessas idéias, entretanto não é o que observo no meu cotidiano. Sou grata pela oportunidade de poder navegar pelos setores da psicologia clínica particular e pública , nelas observo os mesmos entraves diante de nossas inseguranças frente ao sofrimento humano, nos armamos de nossas técnicas e encaixamos sofrimentos dentro de sintomas e patologias , e pessoas tornam-se casos clínicos, nos distanciamos do outro com medo que nos percebam humanos sofredores.Tornamos SOBERBOS , agarramo-nos em meias verdades, pois uma teoria é só uma face da verdade! E passamos a disputar o poder de quem detêm esta verdade, qual o diagnóstico , qual a teoria ? O sofrimento do outro se torna um objeto, no sentido de "coisa" e não objeto de estudo para dimensionar ações que dêem respostas efetivas ao pedido do outro.A grande chaga da psicoterapia é tentar encaixar pessoas dentro de teorias!Este blog como já falei anteriormente começa a partir de uma provocação, bem intencionada, de um amigo que há um ano e meio me perguntou qual era o meu norte terapêutico dentro do NAPS (Núcleo de Atenção Psicossocial) . Esta pergunta me causou estranheza e todas as respostas que dei não me satisfizeram. No fundo eu já não mais sabia!E na tentativa de responder não a ele e sim a mim, iniciei o blog Mahavidya e me deparei com toda minha fragmentação oriunda de varias crises de ordem global em minha vida . Nasceu ai o retalho de cobertor, composições mescladas de resgates pessoais e profissionais, e agora estando no meio da confecção deste cobertor consigo responder a pergunta : Eu , eu sou o norte de minha clínica. E olhando agora ,recomposta em minha integridade , discordo do meu primeiro olhar , aonde assustada temia que fragmentada estaria executando um péssimo trabalho , que ao invés de ajudar estivesse prejudicando a quem me pedisse ajuda. Naqueles momentos como já não tinha forças para lutar contra a fragmentação eu simplesmente a aceitei e a mostrei e foi esta atitude que me transformou em uma terapeuta/pessoa presente e reestruturei os meus objetivos profissionais e pessoais.As pessoas que guio em suas jornadas de busca de seus "eus" e objetivos de vida respaldam estas conclusões .Falo isto para deixar claro que um terapeuta é um sujeito em eterna construção e que várias vertentes compõem está "tarefa", o pessoal, social, técnico, espiritual. E nestes campos sempre abertos de construções acabo assimilando e incorporando os atuais preceitos da teoria sistêmicaquanto às questões da neutralidade terapêutica. Realmente não conseguimos permanecer neutros diante do outro, pois não conseguimos fugir de quem somos. E quando aceitamos quem somos naquele momento não atuamos contratransferencialmente .Corremos sim , este o risco quando nos aguáramos aos nossos medos, impotência , inseguranças e nos armamos tanto que perdemos a nossa potência e espontaneidade que são as fontes da cria-ação.Esclareço aqui que bem conheço o conceito da transferência e contransferencias e eles pertencem a uma ótica técnica e teoria e cabem dentro de um determinado setting terapêutico. Dentro de uma sessão com horário determinado o seu manejo é possível. Numa dimensão de atendimento ao grave sofrimento psíquico (psicoses e neuroses graves - aqui a nomenclatura cabe pra que tenhamos um entendimento comum do que estamos falando e não o contrario como já disse) dentro dos preceitos de funcionamento de unidades NAPS , que exigem diversidades de ações , setting's diversos e exposições pessoais,as antigas óticas técnicas/ teóricas já não dão respostas efetivas e causam sofrimento aos terapeutas que com medo da perda da identidade profissional agarram-se a ela transformando-os em muralhas e em segundas peles.Concluindo, escolho começar por aqui para lançar a discussão sobre os campos da identidade profissional. Um tema delicado e importante do exercício clínico dentro da Saúde Mental no momento, diria uma ferida egoíca a ser entendida e tratada, pois pode nortear os caminhos de nossas ações, e impedir de construirmos novos saberes a partir das raízes do antigo.Encerro com uma analogia que uso atualmente para dizer o que é meu trabalho a que procura minha ajuda , quer no serviço público ou no particular:- Veja bem esta imagem : Numa noite escura , você esta numa trilha e me pede para guiá-lo . Tenho a lhe informar que eu também desconheço o caminho e aonde ele vai dar . Acontece que eu possuo uma lanterna. Durante este trajeto algumas vezes eu estarei à frente iluminando o caminho,algumas vezes estarei atrás de ti iluminando o teu caminho à frente.Em outras estarei ao teu lado, ora seguirei de braços dados com você , oras você se apoiará em mim em outros momentos eu me apoiarei em você, e em muitos outros nos apoiaremos em conjunto e esteja certo em todas as situações estarei segurando a tua lanterna. Assim como haverá momentos em que te entregarei a lanterna . E não fique preocupada, a ordem desses momentos é sempre você que determinara, é segundo a tua necessidade. Pois eu sou apenas a Moça da LanternaRoseli T. Montanari
sábado, 26 de janeiro de 2008
Oswaldo Montenegro - Quando a gente ama
Acordei com saudades de ti
Nas impossibilidades de ter novamente
Pois a vida é assim ...
Todos sabemos e fingimos não saber
Viajo no tempo, através da voz
Pra ter consolo
Num devaneio insano
De poder ouvir tua voz
Assim te tenho
Assim sinto-me embalada
Na proteção de teus braços
Aconchegada em tua alegria
Pai tú és eterno em minha alma
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LIVRO DE AREIA - CAPITULO 5 - VOZES D'ALMA
La Nanita Nana KITARO
Já que não restam palavras!
Engasgada por tanto ditos
Mau's ouvidos
Ecoaram em ouvidos entopidos
Deixo a visão e audição
Daquilo que já não consigo
Escrever
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LIVRO DE AREIA - CAPITULO 5 - VOZES D'ALMA
Nino Rossi - Il silenzio
Embalada adormeço dos braços do eterno.
E o que importa aquele que não entende , não vê e não sente.
Relamente só pode concluir uma miragem do que é
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LIVRO DE AREIA - CAPITULO 5 - VOZES D'ALMA
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Minha concepção de Bioenergética
Minha concepção de Bioenergética
A terapias corporais pautam –se em uma premissa de unicidade do funcionamento do individuo em relações aos aspectos orgânicos e psíquicos.Entende o ser humano como sistema integrado, onde mente e corpo são funcionalmente idênticos, isto é, o que ocorre na mente reflete o que está ocorrendo no corpo e vice-versa, e os processos energéticos inseridos nesta relação. Entende como as funções básicas da vida a produção energética obtida através da respiração e dos processos metabólicos. E a sua descarga em ações expressa ou não. A quantidade de energia que uma pessoa tem e como a usa determinam o modo como responde às situações da vida. Neste sentido está voltada a busca de equilíbrio e no resgate do potencial do individuo para satisfação e a alegria de viver.Ao buscar respostas para o trabalho bioenergético com psicóticos, nos deparamos com a problemática de estabelecer um aumento de carga energética em um corpo esfacelado com graus precários de grouwding, ancoragem energética na realidade, e fragilidade nos sistemas energéticos de contenção das pulsões originárias do interior do organismo, bem como as advindas do meu ambiente. O aumento de carga sem dúvida ocasionaria processos cartáticos e a emergências de materiais psíquicos, num individuo sem estrutura para metabolizá-lo, em conseqüência estaríamos recriando a dinâmica energética do “surto psicótico”.Num campo de experimentação, aonde me despi do arsenal técnico até então conhecido na pratica terapêutica com outras dinâmicas e sistemas de sofrimento psíquico. E ancorada as teses de:Ø Wilhelm Reich de que o organismo humano está sempre voltado a busca da auto-regulação, ou seja, manutenção da vida e busca o equilíbrio energético;Ø Somando-se a tese da Teoria sistêmica da auto-regulação dos sistemas, vivos e sociais, aonde o sistema sempre vai procurar a “melhor” saída para re-estabelecer o equilíbrio;Ø Introduzindo as descobertas de Lowen sob o fluir energético no corpo vivo, as noções de carga e descarga nos exercícios e focando o trabalho energético nos conceitos de grouwding, contato de individuo com sua realidade interna e externa;Ø Os conceitos de Stanley kelleman de construção e desconstrução da forma, aonde o individuo toma posse e consciência de como estrutura as suas formas corpo-sensação-pensamento-ação nas suas interações existenciais; e na construção do seu self.Ø Baseando na premissa de Winnicott, aonde uma mãe suficientemente boa é monótona, entendo como mãe, o “ambiente” que acolhe e estrutura as atividades. E que o foco está sempre voltada às necessidades, capacidades, limites e ritmo do outro e que é neste campo de segurança do previsível que se estabelece às bases das relações terapêuticas de vinculação.Ø Wilhelm Reich em Análise do Caráter estrutura a técnica psicoterapia focada nas relações de vinculo, e nos processos de transferência, orientando a análise no sentido de não interpretar os variados materiais que emergissem numa sessão de forma aleatória, por que sejam sedutores no sentido do quadro e história do paciente, se este não estiver ancorado ao conteúdo e as camadas psíquicas que estão sendo analisadas. A sua interpretação prematura em nada contribuiria para o avanço da psicoterapia e sim poderia confundir o trajeto da mesma.Esta visão de foco e estratificação do desenvolvimento do processo em camada, influencia a minha atuação como terapeuta corporal. A minha primeira formação dentro das terapias corporais foi como analista de caráter.Estes pensares servem de base e orientam o foco do trabalho terapêutico em estruturar o corpo-self, dentro da limitação energética do grupo, tendo como termômetro os níveis baixos de suporte de energia emergentes nos processos grupais.As sessões de grupo eram estruturadas por atividades rotineiras e com poucas variações de dinâmicas. Sempre focadas em estabelecer os conceitos energéticos de: grouwding, eixo-equilibrio, foco, contato, ritmo, pulsação e as noções de dentro e fora do corpo. A intensidade e a duração das atividades do grupo obedeciam a curva orgástica de Reich (carga-contenção-descarga-elaboração), desta forma a atividade estruturava-se em dia e hora marcada para acontecer mais a duração das sessões eram variáveis.Defrontando-me com as dificuldades de muitos , no grupo, em elaborar as experiências vividas fui lançando mão de técnicas expressivas , de desenhos mandalicos que constituíam um rolding, um útero protetor e organizador dos materiais psíquicos e energéticos lá experienciados, com o passar do tempo comecei a utilizar das técnicas de Ikebanas ( arte oriental de fazer arranjos florais) como instrumento elaboração e organização dos conteúdos internos para o externo e instituindo as noções de tempo-espaço e de dos ciclos de criação-vida-morte.Acreditando na não neutralidade terapêutica o papel do terapeuta e do co-terapeuta eram ativos e inseridos no contexto grupal, estando ali com seus afetos e limites, desta forma tornando-se um elo , um “porto seguro” de estruturação da identidade do grupo.O crescente desdobrar dessa identidade grupal desemboca na construção de uma Coletividade de Bio. As atividades do grupo eram desenvolvidas em salas improvisadas, sem um lugar adequado e digno dentro da unidade de saúde mental. A partir dessa necessidade o grupo opera mudanças nas dependências físicas da unidade de saúde e com recursos próprios, e com doação e com a colaboração de outros usuários e técnicos que não compunham o grupo, reformam uma sala e a equipam para as atividades de bioenergética. Ganhando assim uma identidade própria dentro do equipamento de saúde.Hoje ,está sala existe enquanto um lugar não só para as atividades de “Bio”, ocupando um lugar das terapias corporais, como Yoga, Liang kun, tae-kon-do entre outras.No desenvolvimento deste processo ao longo dos anos e com a composição de novos saberes através da composição com outras técnicas, principalmente a artitisca e a terapia ocupacional , e os desafios no enfretamento de encontrar novas ações nos cuidados ao grave sofrimento psíquico e a sua inclusão social, ampliam a concepção do trabalho de bioenergético e o levam para fora dos conceitos tradicionais da clínica terapêutica.Ø Conceber e enxergar o individuo além de seu diagnóstico, seu sofrimento e suas limitações, rompe-se com o preceito clínico de que só curado ou compensado o psicótico pode ser produtivo ou ocupar um lugar produtivo na sociedade.Ø Amplia-se a concepção da atenção aos cuidados grave sofrimento psíquico, uma intervenção pode conter múltiplas e trans-ações, ela é psicoterapica, pedagógica e laborativa e neste sentido promove a humanização, a individuação e a inclusão.E nesta trans-multiplicidade a bioenergética compõe em trabalhos fora do setting psicoterapico tradicional indo de encontro a composição com a arte e os fazeres cotidianos, ganha as ruas, os passeios, os lares dos usuários.Lowen concebe que a bioenergética é um caminho para uma vida vibrante, e que uma saúde vibrante não é só ausência da doença, eu diria que o individuo é mais que sua doença e focar em suas potencialidades e desenvolver a sua autopercepção, a auto-afirmação e a sua criatividade, chaves para que ele recupere a sua individualidade, independência e vitalidade.Lowen , no encerramento de seu livro “Prazer”, refere-se que todo objetivo terapêutico é desenvolver e resgatar o potencial criativo do individuo.“Na verdade, as tentativas para modificar a natureza animal do indivíduo só em parte são bem sucedidas. O processo de domesticação só consegue ir até certo limite. Atrás da atitude submissa encontraremos uma camada de desafio e rebelião associada a negativos e reprimidos sentimentos hostis. Atrás da rebelião explícita e da destrutividade de muitos jovens de hoje encontra-se uma camada de submissão associada a sentimentos reprimidos de medo e desespero. Nos adultos, a atitude submissa é a defesa contra sentimentos internos de rebelião e hostilidade, enquanto a rebelião explícita é uma reação à submissão interna. Nenhuma das duas é atitude criativa e , em nenhum dos dois casos, há auto-aceitação.A terapia, para ter sucesso, deve passar por essas camadas e alcançar o âmago do individuo. Para abrir o coração de alguém à alegria, é preciso antes restaurar sua inocência, restaurar a fé em si mesmo e na vida. Deve-se , em outras palavras, faze-lo voltar aquele estado em que essas qualidades caracterizavam sua existência. Esse estado é a infância.A pessoa que aceitar a criança dentro de si terá capacidade de aproveitar a vida. Terá curiosidade, o que abrirá a novas experiências. Terá a excitabilidade para reagir com entusiasmo. Terá a espontaneidade necessária para se auto-expressar. As crianças estão próximas da alegria, porque ainda mantêm parte de sua inocência e fé de que foram dotadas. É por isso que Jesus disse: “Elas são o reino dos céus.”A pessoa criativa não é uma criança. Os adultos que tentam ser infantis em sua procura de divertimento são irrealistas e auto-destrutivos. Seu comportamento é infantil , sua motivação é escapista e sua atitude, sofisticada. O adulto maduro está próximo à sabedoria, pois já viveu e sofreu. A despeito desse sofrimento e seu conhecimento da vida, está em contato com a criança que foi e, até certo ponto, ainda é. Nossos sentimentos em relação à vida, ao amor e ao prazer não mudam à medida que crescemos. Embora nossa forma de expressar esses sentimentos possam mudar, permanecemos crianças em nossos corações. Na pessoa criativa não há separação ou barreira entre a criança e o adulto, entre o coração e a mente, entre o ego e o corpo.Sob certo aspecto, toda a auspiciosa terapia termina em fracasso. Não se consegue a imagem desejada ou a perfeição. O paciente compreende que sempre portará alguma deficiência. Sabe que seu crescimento não está completo e que o processo criativo iniciado na terapia está doravante sob sua responsabilidade pessoal. Não sai da terapia pisando nas nuvens. Os que assim fizerem serão candidatos a um colapso. Ao contrário, sente que seus pés estão no chão, que conseguiu apreciar a realidade e que desenvolveu atitudes criativas em relação a problemas que terá que enfrentar. Sentiu alegria, mais também tristeza. Retira-se com a sensação de auto-realização que inclui o respeito pela sabedoria de seu corpo. Readquiriu seu potencial criativo.”(Alexander Lowen- Prazer uma abordagem criativa da vida - Summus Editorial)Lowen expressa-se brilhantemente o que tenho vivido em minha pratica como analista bioenergética. Aonde acrescento que a aquisição dessas potencialidades não ocorreu de forma linear, somos um sistema complexo, e muitas a introdução de um novo potencial através de experiências expressivas provoca uma reorganização sistêmica que aumento o contato com nosso self e se reflete em ações criativas na resolução de dificuldades intimas e concretas.Este processo pode ocorrer dentro de settings terapêuticos, em oficinas terapêuticas e artísticas, bem como inseridas em atividades cotidianas.O presente texto descreve a jornada de 10 anos como Analista Bioenergética do Núcleo de Atenção Psicosocial - 2 em Santo André, sendo o ponto de partida para discussão das açõesem saúde mental frente ao grave sofrimento psíquico . E como hoje concebe a teoria e técnica ,e o papel do terapeuta envolvido nesta ação.Por enquanto é só amigos,NamastêROSELI 09/03/08 ÀS 21:50
A terapias corporais pautam –se em uma premissa de unicidade do funcionamento do individuo em relações aos aspectos orgânicos e psíquicos.Entende o ser humano como sistema integrado, onde mente e corpo são funcionalmente idênticos, isto é, o que ocorre na mente reflete o que está ocorrendo no corpo e vice-versa, e os processos energéticos inseridos nesta relação. Entende como as funções básicas da vida a produção energética obtida através da respiração e dos processos metabólicos. E a sua descarga em ações expressa ou não. A quantidade de energia que uma pessoa tem e como a usa determinam o modo como responde às situações da vida. Neste sentido está voltada a busca de equilíbrio e no resgate do potencial do individuo para satisfação e a alegria de viver.Ao buscar respostas para o trabalho bioenergético com psicóticos, nos deparamos com a problemática de estabelecer um aumento de carga energética em um corpo esfacelado com graus precários de grouwding, ancoragem energética na realidade, e fragilidade nos sistemas energéticos de contenção das pulsões originárias do interior do organismo, bem como as advindas do meu ambiente. O aumento de carga sem dúvida ocasionaria processos cartáticos e a emergências de materiais psíquicos, num individuo sem estrutura para metabolizá-lo, em conseqüência estaríamos recriando a dinâmica energética do “surto psicótico”.Num campo de experimentação, aonde me despi do arsenal técnico até então conhecido na pratica terapêutica com outras dinâmicas e sistemas de sofrimento psíquico. E ancorada as teses de:Ø Wilhelm Reich de que o organismo humano está sempre voltado a busca da auto-regulação, ou seja, manutenção da vida e busca o equilíbrio energético;Ø Somando-se a tese da Teoria sistêmica da auto-regulação dos sistemas, vivos e sociais, aonde o sistema sempre vai procurar a “melhor” saída para re-estabelecer o equilíbrio;Ø Introduzindo as descobertas de Lowen sob o fluir energético no corpo vivo, as noções de carga e descarga nos exercícios e focando o trabalho energético nos conceitos de grouwding, contato de individuo com sua realidade interna e externa;Ø Os conceitos de Stanley kelleman de construção e desconstrução da forma, aonde o individuo toma posse e consciência de como estrutura as suas formas corpo-sensação-pensamento-ação nas suas interações existenciais; e na construção do seu self.Ø Baseando na premissa de Winnicott, aonde uma mãe suficientemente boa é monótona, entendo como mãe, o “ambiente” que acolhe e estrutura as atividades. E que o foco está sempre voltada às necessidades, capacidades, limites e ritmo do outro e que é neste campo de segurança do previsível que se estabelece às bases das relações terapêuticas de vinculação.Ø Wilhelm Reich em Análise do Caráter estrutura a técnica psicoterapia focada nas relações de vinculo, e nos processos de transferência, orientando a análise no sentido de não interpretar os variados materiais que emergissem numa sessão de forma aleatória, por que sejam sedutores no sentido do quadro e história do paciente, se este não estiver ancorado ao conteúdo e as camadas psíquicas que estão sendo analisadas. A sua interpretação prematura em nada contribuiria para o avanço da psicoterapia e sim poderia confundir o trajeto da mesma.Esta visão de foco e estratificação do desenvolvimento do processo em camada, influencia a minha atuação como terapeuta corporal. A minha primeira formação dentro das terapias corporais foi como analista de caráter.Estes pensares servem de base e orientam o foco do trabalho terapêutico em estruturar o corpo-self, dentro da limitação energética do grupo, tendo como termômetro os níveis baixos de suporte de energia emergentes nos processos grupais.As sessões de grupo eram estruturadas por atividades rotineiras e com poucas variações de dinâmicas. Sempre focadas em estabelecer os conceitos energéticos de: grouwding, eixo-equilibrio, foco, contato, ritmo, pulsação e as noções de dentro e fora do corpo. A intensidade e a duração das atividades do grupo obedeciam a curva orgástica de Reich (carga-contenção-descarga-elaboração), desta forma a atividade estruturava-se em dia e hora marcada para acontecer mais a duração das sessões eram variáveis.Defrontando-me com as dificuldades de muitos , no grupo, em elaborar as experiências vividas fui lançando mão de técnicas expressivas , de desenhos mandalicos que constituíam um rolding, um útero protetor e organizador dos materiais psíquicos e energéticos lá experienciados, com o passar do tempo comecei a utilizar das técnicas de Ikebanas ( arte oriental de fazer arranjos florais) como instrumento elaboração e organização dos conteúdos internos para o externo e instituindo as noções de tempo-espaço e de dos ciclos de criação-vida-morte.Acreditando na não neutralidade terapêutica o papel do terapeuta e do co-terapeuta eram ativos e inseridos no contexto grupal, estando ali com seus afetos e limites, desta forma tornando-se um elo , um “porto seguro” de estruturação da identidade do grupo.O crescente desdobrar dessa identidade grupal desemboca na construção de uma Coletividade de Bio. As atividades do grupo eram desenvolvidas em salas improvisadas, sem um lugar adequado e digno dentro da unidade de saúde mental. A partir dessa necessidade o grupo opera mudanças nas dependências físicas da unidade de saúde e com recursos próprios, e com doação e com a colaboração de outros usuários e técnicos que não compunham o grupo, reformam uma sala e a equipam para as atividades de bioenergética. Ganhando assim uma identidade própria dentro do equipamento de saúde.Hoje ,está sala existe enquanto um lugar não só para as atividades de “Bio”, ocupando um lugar das terapias corporais, como Yoga, Liang kun, tae-kon-do entre outras.No desenvolvimento deste processo ao longo dos anos e com a composição de novos saberes através da composição com outras técnicas, principalmente a artitisca e a terapia ocupacional , e os desafios no enfretamento de encontrar novas ações nos cuidados ao grave sofrimento psíquico e a sua inclusão social, ampliam a concepção do trabalho de bioenergético e o levam para fora dos conceitos tradicionais da clínica terapêutica.Ø Conceber e enxergar o individuo além de seu diagnóstico, seu sofrimento e suas limitações, rompe-se com o preceito clínico de que só curado ou compensado o psicótico pode ser produtivo ou ocupar um lugar produtivo na sociedade.Ø Amplia-se a concepção da atenção aos cuidados grave sofrimento psíquico, uma intervenção pode conter múltiplas e trans-ações, ela é psicoterapica, pedagógica e laborativa e neste sentido promove a humanização, a individuação e a inclusão.E nesta trans-multiplicidade a bioenergética compõe em trabalhos fora do setting psicoterapico tradicional indo de encontro a composição com a arte e os fazeres cotidianos, ganha as ruas, os passeios, os lares dos usuários.Lowen concebe que a bioenergética é um caminho para uma vida vibrante, e que uma saúde vibrante não é só ausência da doença, eu diria que o individuo é mais que sua doença e focar em suas potencialidades e desenvolver a sua autopercepção, a auto-afirmação e a sua criatividade, chaves para que ele recupere a sua individualidade, independência e vitalidade.Lowen , no encerramento de seu livro “Prazer”, refere-se que todo objetivo terapêutico é desenvolver e resgatar o potencial criativo do individuo.“Na verdade, as tentativas para modificar a natureza animal do indivíduo só em parte são bem sucedidas. O processo de domesticação só consegue ir até certo limite. Atrás da atitude submissa encontraremos uma camada de desafio e rebelião associada a negativos e reprimidos sentimentos hostis. Atrás da rebelião explícita e da destrutividade de muitos jovens de hoje encontra-se uma camada de submissão associada a sentimentos reprimidos de medo e desespero. Nos adultos, a atitude submissa é a defesa contra sentimentos internos de rebelião e hostilidade, enquanto a rebelião explícita é uma reação à submissão interna. Nenhuma das duas é atitude criativa e , em nenhum dos dois casos, há auto-aceitação.A terapia, para ter sucesso, deve passar por essas camadas e alcançar o âmago do individuo. Para abrir o coração de alguém à alegria, é preciso antes restaurar sua inocência, restaurar a fé em si mesmo e na vida. Deve-se , em outras palavras, faze-lo voltar aquele estado em que essas qualidades caracterizavam sua existência. Esse estado é a infância.A pessoa que aceitar a criança dentro de si terá capacidade de aproveitar a vida. Terá curiosidade, o que abrirá a novas experiências. Terá a excitabilidade para reagir com entusiasmo. Terá a espontaneidade necessária para se auto-expressar. As crianças estão próximas da alegria, porque ainda mantêm parte de sua inocência e fé de que foram dotadas. É por isso que Jesus disse: “Elas são o reino dos céus.”A pessoa criativa não é uma criança. Os adultos que tentam ser infantis em sua procura de divertimento são irrealistas e auto-destrutivos. Seu comportamento é infantil , sua motivação é escapista e sua atitude, sofisticada. O adulto maduro está próximo à sabedoria, pois já viveu e sofreu. A despeito desse sofrimento e seu conhecimento da vida, está em contato com a criança que foi e, até certo ponto, ainda é. Nossos sentimentos em relação à vida, ao amor e ao prazer não mudam à medida que crescemos. Embora nossa forma de expressar esses sentimentos possam mudar, permanecemos crianças em nossos corações. Na pessoa criativa não há separação ou barreira entre a criança e o adulto, entre o coração e a mente, entre o ego e o corpo.Sob certo aspecto, toda a auspiciosa terapia termina em fracasso. Não se consegue a imagem desejada ou a perfeição. O paciente compreende que sempre portará alguma deficiência. Sabe que seu crescimento não está completo e que o processo criativo iniciado na terapia está doravante sob sua responsabilidade pessoal. Não sai da terapia pisando nas nuvens. Os que assim fizerem serão candidatos a um colapso. Ao contrário, sente que seus pés estão no chão, que conseguiu apreciar a realidade e que desenvolveu atitudes criativas em relação a problemas que terá que enfrentar. Sentiu alegria, mais também tristeza. Retira-se com a sensação de auto-realização que inclui o respeito pela sabedoria de seu corpo. Readquiriu seu potencial criativo.”(Alexander Lowen- Prazer uma abordagem criativa da vida - Summus Editorial)Lowen expressa-se brilhantemente o que tenho vivido em minha pratica como analista bioenergética. Aonde acrescento que a aquisição dessas potencialidades não ocorreu de forma linear, somos um sistema complexo, e muitas a introdução de um novo potencial através de experiências expressivas provoca uma reorganização sistêmica que aumento o contato com nosso self e se reflete em ações criativas na resolução de dificuldades intimas e concretas.Este processo pode ocorrer dentro de settings terapêuticos, em oficinas terapêuticas e artísticas, bem como inseridas em atividades cotidianas.O presente texto descreve a jornada de 10 anos como Analista Bioenergética do Núcleo de Atenção Psicosocial - 2 em Santo André, sendo o ponto de partida para discussão das açõesem saúde mental frente ao grave sofrimento psíquico . E como hoje concebe a teoria e técnica ,e o papel do terapeuta envolvido nesta ação.Por enquanto é só amigos,NamastêROSELI 09/03/08 ÀS 21:50
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Sol e Lua...
Há os grandes amores
De tão grandes
Não suportam o peso de tal
existencia.
Individualidades
Tão marcantes
Que marcam de medo
Tão brilhante
Que ofuscam o amado.
Brilhar é o destino
Solidão é a colheita
Esperança e ânsia
Por algum dia
Dia em que escureça o brilho
E por minutos ficar a amar
Triste escolha, destino
De quem optou por Brilhar
Namastê
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LIVRO DE AREIA - CAPITULO 5 - VOZES D'ALMA
Por do Sol pelo Mundo
Ai pelo mundão afora !!!
O sol que brilha aqui
Morre ali
Nasce acolá
Ilusões!
Foco do espectador!
Olhar pela janela
Da espaçonave terra
E quem de fora desta nave
Espiar brevemente
Vê num todo
Nave e passageiro
São um só
Quem sabe !
Podera o homem
Constatar ser natureza
Saberia que é belo
Já não haveria razões
De conquistas e posses
Não haveria o que dominar!
Namastê
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LIVRO DE AREIA - CAPITULO 5 - VOZES D'ALMA
EnTardeCer
Hoje, no cair da tarde
Sou invadida pela sensação de bem estar
Sabe aquele estar idenpendente
dos tantos ter!
Saio a caminhar
E ai estou
Integrada ao cair da noite
Una com o anoitecer
Já não sou espectadora
Eu sou o entardecer
Sou anoitecer
Tecendo este estase
Não há faltas
Dinheiro, sucesso
São consequencias
Sequência que surgem da Glôria
De estar VIVA
Amores , são presente
desse viver
E assim vivificada
Sigo me amando
Te amando
NAMASTê
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LIVRO DE AREIA - CAPITULO 5 - VOZES D'ALMA
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Óm mani padme húm.
The Ravi Shankar - Om Mani Padme Húm - Mantra de Chirenze
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LIVRO DE AREIA - CAPITULO 5 - VOZES D'ALMA
domingo, 6 de janeiro de 2008

BHRAMA SHIVA
A mitologia Hindu é notável devido as suas ideias de expansão e contracção do universo. Segundo a cosmogonia hindu, há dois momentos importantes no ciclo temporal do universo: o dia e a noite de Brahman. No dia de Brahma era criado o universo e depois, num determinado instante, o universo era destruído pelo deus Shiva, e começava a noite de Brahma.
Crédito das Imagens:
http://www.chez.com/bharat/hindouisme/shiva.htm
e http://www.chez.com/bharat/hindouisme/brahma.htm
É através dos Vedas, obras escritas em sânscrito do ritual religioso elaboradas pelos arianos, um povo chegado à Índia vindo do noroeste entre os séculos XVI e XIII a.C. que nos chegam as suas cosmogonias. Esta obra começa com o livro do Rig Veda (ou Rg Veda), livro que deve ter sido escrito por volta século XX a.C., continua com o Yajur Veda, contendo o primeiro ritual, o Sama Veda, no qual figuram os cantos religiosos, e o Atarva Veda, o tratado da religião íntima para uso privado dos fiéis. Da análise dos Vedas, podemos reconhecer as seguintes cosmogonias:
1 - A criação pela fecundação das águas originais.
Esta cosmogonia relaciona-se a um hino do Rig Veda. O deus imaginado como Hiranyagarbha (o embrião dourado) paira sobre as águas, Hiranyagarbha incorpora as águas e fecundando-as. Isto deu o nascimento a Agni (o deus do fogo).
2 - A criação através do desmembramento dum gigante primordial, Purusa.
A segunda cosmogonia pode ser encontrado no hino Purusasukta. Purusa é representado como a totalidade cósmica, sendo ele um ser andrógino. A Criação é o resultado de um sacrifício cósmico. Os deuses sacrificam Purusa. De seu corpo desmembrado originam-se os animais, os elementos litúrgicos, as classes sociais, a terra, o céu, os deuses: "A sua boca tornou-se Brahma, o guerreiro era o produto de seus braços, suas coxas os artesões, de seus pés nasceram os servos. A sua cabeça transformou-se no céu, seus pés na terra, a Lua resultou de seu conhecimento, o sol de seu olhar, a sua boca, transformada, em Indra e Agnie o vento de sua respiração. O hino indica claramente que Purusa precede e ultrapassa a criação, todo o cosmos, a vida, e os homens se originam de seu próprio corpo. O Purusasukta ilustra uma cosmogonia de criação pelo sacrifício de um ser divino, antropomórfico.
3 – A criação duma unidade-totalidade, em vez de ser e não ser.
É o hino mais famoso de Rig Veda sendo apresentado como um metafísica. A pergunta é feita, da seguinte forma: como “ser” poderia ter saído do “não-ser” uma vez que, no início, nem "não-ser” existiu nem “ser”. Não havia nem homens nem deuses. A única coisa que existiu era seu próprio impulso, sem qualquer respiração. Não existia mais nada, mas Brahma que derivou do calor. Do potencial gérmen desenvolveu-se o desejo. Este mesmo desejo era a primeira semente do conhecimento. Esta era uma declaração que confunde, que antecipa um dos princípios do pensamento filosófico indiano. A primeira semente dividiu-se então na "elevação" e no "ponto baixo", em um princípio masculino e em um princípio feminino. Brahma precede o universo e cria o mundo derivando-se do seu próprio ser.
4 – A criação pela separação do céu e da terra
O mito da separação do céu e da terra é relacionado ao Purusasukta. Em ambos há uma divisão violenta de uma totalidade com a finalidade de criar o mundo. Finalmente há a criação por um ser divino, artesão universal, Visvakarman, que dá forma ao mundo como um artífice. Este tema mítico é conectado pelos poetas Védicos como tema da criação-sacrifício. Alguns destes mitos também são encontrados entre outros povos indo-europeus. Convém referir que os hindus atribuem quatro idades para o mundo chamadas mahayuga que duram 12 000 anos de mundo. Existem os anos do homem, os anos do mundo e os anos de Brahma. Cada ano dos homens é um dia do mundo. Deste modo, um mahayuga dura 4 320 000 anos do homem, já que no seu calendário o ano tem 360 dias. Entretanto, 1000 mahayuga completos não são mais que um dia Brahma, sendo que uma noite de Brahma dura o mesmo tempo. Um dia e uma noite completa de Brahma é denominada um kalpa, e constitui um ciclo completo para o universo desde a sua criação até a sua destruição.
FONTE DA PESQUISA :http://www.fisicastronomorais.com/mitoshindus.htm
Crédito das Imagens:
http://www.chez.com/bharat/hindouisme/shiva.htm
e http://www.chez.com/bharat/hindouisme/brahma.htm
É através dos Vedas, obras escritas em sânscrito do ritual religioso elaboradas pelos arianos, um povo chegado à Índia vindo do noroeste entre os séculos XVI e XIII a.C. que nos chegam as suas cosmogonias. Esta obra começa com o livro do Rig Veda (ou Rg Veda), livro que deve ter sido escrito por volta século XX a.C., continua com o Yajur Veda, contendo o primeiro ritual, o Sama Veda, no qual figuram os cantos religiosos, e o Atarva Veda, o tratado da religião íntima para uso privado dos fiéis. Da análise dos Vedas, podemos reconhecer as seguintes cosmogonias:
1 - A criação pela fecundação das águas originais.
Esta cosmogonia relaciona-se a um hino do Rig Veda. O deus imaginado como Hiranyagarbha (o embrião dourado) paira sobre as águas, Hiranyagarbha incorpora as águas e fecundando-as. Isto deu o nascimento a Agni (o deus do fogo).
2 - A criação através do desmembramento dum gigante primordial, Purusa.
A segunda cosmogonia pode ser encontrado no hino Purusasukta. Purusa é representado como a totalidade cósmica, sendo ele um ser andrógino. A Criação é o resultado de um sacrifício cósmico. Os deuses sacrificam Purusa. De seu corpo desmembrado originam-se os animais, os elementos litúrgicos, as classes sociais, a terra, o céu, os deuses: "A sua boca tornou-se Brahma, o guerreiro era o produto de seus braços, suas coxas os artesões, de seus pés nasceram os servos. A sua cabeça transformou-se no céu, seus pés na terra, a Lua resultou de seu conhecimento, o sol de seu olhar, a sua boca, transformada, em Indra e Agnie o vento de sua respiração. O hino indica claramente que Purusa precede e ultrapassa a criação, todo o cosmos, a vida, e os homens se originam de seu próprio corpo. O Purusasukta ilustra uma cosmogonia de criação pelo sacrifício de um ser divino, antropomórfico.
3 – A criação duma unidade-totalidade, em vez de ser e não ser.
É o hino mais famoso de Rig Veda sendo apresentado como um metafísica. A pergunta é feita, da seguinte forma: como “ser” poderia ter saído do “não-ser” uma vez que, no início, nem "não-ser” existiu nem “ser”. Não havia nem homens nem deuses. A única coisa que existiu era seu próprio impulso, sem qualquer respiração. Não existia mais nada, mas Brahma que derivou do calor. Do potencial gérmen desenvolveu-se o desejo. Este mesmo desejo era a primeira semente do conhecimento. Esta era uma declaração que confunde, que antecipa um dos princípios do pensamento filosófico indiano. A primeira semente dividiu-se então na "elevação" e no "ponto baixo", em um princípio masculino e em um princípio feminino. Brahma precede o universo e cria o mundo derivando-se do seu próprio ser.
4 – A criação pela separação do céu e da terra
O mito da separação do céu e da terra é relacionado ao Purusasukta. Em ambos há uma divisão violenta de uma totalidade com a finalidade de criar o mundo. Finalmente há a criação por um ser divino, artesão universal, Visvakarman, que dá forma ao mundo como um artífice. Este tema mítico é conectado pelos poetas Védicos como tema da criação-sacrifício. Alguns destes mitos também são encontrados entre outros povos indo-europeus. Convém referir que os hindus atribuem quatro idades para o mundo chamadas mahayuga que duram 12 000 anos de mundo. Existem os anos do homem, os anos do mundo e os anos de Brahma. Cada ano dos homens é um dia do mundo. Deste modo, um mahayuga dura 4 320 000 anos do homem, já que no seu calendário o ano tem 360 dias. Entretanto, 1000 mahayuga completos não são mais que um dia Brahma, sendo que uma noite de Brahma dura o mesmo tempo. Um dia e uma noite completa de Brahma é denominada um kalpa, e constitui um ciclo completo para o universo desde a sua criação até a sua destruição.
FONTE DA PESQUISA :http://www.fisicastronomorais.com/mitoshindus.htm
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LIVRO DE AREIA - CAPITULO 3 - CULTURAS
sábado, 5 de janeiro de 2008
Movimentos desdobram-se
Em um a visão de mil
E nas possibilidades de mil
Encontra-se um
Olhe , aprecie , assim é a manifestação de Lalita .
Dançando, vibrando , cria e re-cria
Desejos, Sonhos , crias
Em cada cria possibilidades mil's
Em cada mulher
A visão de Lalita
Potêncial
E agora, pulsando
Meio mulher
Meio criança
Meio anciã
De olhar deslumbrado
Encontro em meio as Nytias
Vou dançando
No
Encontro
Da
Mulher
Que
SOU
Um pouco
Roseli
UM
LALITA
NAMSTÊ
रोसेली तदु मोंतानरी
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