CANTÃO DE BORACEIA - FOTO ROSELI JAN/10 - AONDE RESIDE O MEU CORAÇÃO

O DASA MAHAVIDYA ENTRA NUM FLUXO DE REEDIÇÃO.AO RELER VÁRIOS ESCRITOS AQUI POSTADOS, FICO PASMA E ENVERGONHADA. TOMO CONSCIÊNCIA DA DIMENSÃO DE MINHAS FACETAS DE MULHER. ALGUMAS BRILHANTES , OUTRAS TENEBROSAS.ENFIM PRESERVO AS TENEBROSAS, POIS NINGUÉM FOGE DO QUE É. E QUEM SABE AO REMEXER NESTES CASTELOS DE AREIA, EU ENFIM CONSIGA SARAR AS MINHAS FERIDAS.



QUANDO ALGO DEIXA DE EXISTIR ....NÃO HÁ O QUE DESCREVER....RESTA A LEMBRANÇA....QUE CADA UM PRESERV

QUANDO ALGO DEIXA DE EXISTIR ....NÃO HÁ O QUE DESCREVER....RESTA A LEMBRANÇA....QUE CADA UM PRESERV

DASA MAHAVIDYA - KAMLA

O DASA MAHAVIDYA
livro de areia
atemporal
tal qual as minhas lembranças.

Mostrando postagens com marcador PESTE EMOCIONAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PESTE EMOCIONAL. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de abril de 2008

Neste instante limitada pelo esvaziamento de tantos afetos .

NÃO ESTRANHE AMIGOS PASSEI 4 HORAS A ESCREVER ESTE TEXTO E AGORA VOLTA AQUI DUAS HORAS DEPOIS E NADA ENCONTRO...NÃO SEI O QUE ACONTECEU.
NÃO HÁ COMO RESGATÁ-LO !!!
DEIXO PORÉM ESTE ESPAÇO EM ABERTO ...POIS LEVEI UMA SEMANA PARA ESCREVE-LO E ELE CONTINHA O DESFECHO DO CHAMO DE MEU NÓ EXISTENCIAL "EXISTIR".
E ELE DESAPARECE ....IRÔNICO NÃO.
CONCLUO O IMPORTANTE NÃO É QUE ELE EXISTA PARA VOCEIS .
ELE EXISTE PARA MIM!
NAMASTÊ

segunda-feira, 28 de abril de 2008

PESTE EMOCIONAL - PARTE 2

Neste instante limitada pelo esvaziamento de tantos afetos .
Sinto a teia-mandala dos elances de minha existencia , toda desfeita diante dos meus pés.
Um emaranhado de linhas, texturas , volumes e cores.
Estática fico a observar e desprovida de forças para iniciar o novo tecer.
Com as pontas iniciais nas mãos e munida das agulhas, fico a indagar?
O que compor? Não quero incorrer em confeccionar o antigo.!
E bem sei que só conheço os antigos enlaçar .Como compor outra teia-mandala?
Criar a partir do antigo ...um novo ?
Como curar as chagas da peste?
Se estamos tão mergulhados em suas leis de ação?
Não sei ? Sinceramente não sei?
Tentando ver além das minhas mazelas , ou estou tentando sinceramente!
A maior a ação da peste é que ela nos cegas , nos bestifica!
Impotente diante do que fazer ! E cedenta de vida !
Rougo a ti ! E quando não temos o que fazer sempre rogamos ti!
Um ti que nomeamos , o que não pode ser nomeado!
Sabe curar chagas é ganhar um nova chaga!
A chaga da solidão!
Como é viver com as sicratizes , marcas de antigas feridas!
Num mundo infectado ! Seria menos só , se permanesse ferida?
Perdida em minha solidão, lambendo algumas cicratizes e feridas abertas.
Parece que não rogo sozinha . E a voz amiga, corajosa e franca do meu amigo André soa .
Ensinado -me como compor o novo a partir do antigo.

Namastê
A coragem de assumir e lamber as proprias feridas.

Rose

domingo, 27 de abril de 2008

A PESTE EMOCIONAL -

ABAIXO APRESENTO TRECHOS DA INTRODUÇÃO DO LIVRO A FUNÇÃO DE ORGASMO DE REICH.
COMO BEM SABEM NÃO COSTUMO FALAR DE TEORIAS DESPROVIDAS E DESCONECTADAS COM A MINHA EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL E INTIMA.
CONTUDO DIANTE DO NÍVEL DE AFETAÇÃO NESTAS ÚLTIMAS HORAS PROCUREI ABRIGO NO CIENTISTA QUE APROFUNDOU O ENTENDIMENTO DAS CHAGAS EMOCIONAIS QUE CONTAMINAM AS RELAÇÕES DE GRUPOS .
EXPERIMENTO O SEU COLO ACOLHEDOR E TÃO ESCLARECDOR E DECIDI COMPARTILHAR UM POUCO DESTE GRANDE HOMEM COM VOCEIS.
NAMASTÊ
ROSELI
" Este livro compreende o meu trbalho médico e científico no orgasnismo vivo ao longo dos últimos vinte anos. Não era, a princípio, destinado à publicação. Assim, não hesitei em exprimir o que, no caso contrário, poderia ter omitido, com vistas a considerações materiais, à boa reputação no sentido geral da palavra, e a alguma correntes de pensamento ainda indecisas.......
O tema "sexualidade" atravessa realmente todos os campos científicos de pesquisa. No fenômeno central, o orgasmo sexual, deparamos com questões derivadas do campo da psicologia tanto quanto do campo da fisiologia, do campo da biologia não menos do campo do da sociologia. A ciência natural oferece apenas outro campo de pesquisa igualmente bem aparelhado para mostrar a unidade fundamental de tudo quanto vive, e para proteger contra limitação e a especializações fragmentadora. ........
O método funcional de pesquisa atua como uma bússula em uma região estranha. Não conheço nenhuma prova mais clara da validade da teoria de economia sexual do que a circunstância de que a "potência orgástica", descoberta em 1922, elemento mais importante de economia sexual, levou à descoberta do reflexo orgástico (1935) e da radiação organal (1939).......
Há certas vantagens em escrever biografias científicas nos anos da juventude. Algumas ilusões que ainda se têm nesse período, principalmente a de que a opinião pública está preparada para aceitar critérios revolucionários, tornam o indivíduo apto a aferrar-se aos fatos básicos, a resistir às multiplas tentações de fazer acordos à complacência intelectual , à paz de espírito, ou à aprovação do mundo......
Foi só com grande esforço que consegui estabelecer o termo economia sexual . Este conceito pretende abarcar um novo campo científico : a investigação da energia biopsiquica. De acordo com a visão corrente da vida, sexualidade é um termo ofensivo. É muito tentador negar completamente a sua importancia para a vida humana. Será necessário, sem dúvida, o trabalho de muitas gerações antes que a sexualidade seja levada sério pela ciência oficial e pelos leigos; não o será provavelmente antes que as questões sociais de vida e da morte atirem sob nós a absoluta necessidade de compreender e de dominar o processo sexual, livre de repressões sociais. Uma das questões é o cancer; a outra é a chaga psíquica que dá origem às ditaduras.....
A teoria da economia sexual e a sua investigação dos fenômenos da vida pode ser definida em poucas palavras. A saúde psíquica depende da potência orgástica, i.e.,do ponto até o qual o individuo pode entregar-se, e pode experimentar o clímax de excitação no ato sexual natural. Baseia-se na atitude de cunho não neurótico da capacidade do indivíduo para o amor. As enfermidades psíquicas são o resultado de uma pertubação da capacidade natural de amar. No caso da impotência orgástica , de que sofre a esmagadora maioria, ocorre um bloqueio de energia biologica , e esse bloqueio se torna fonte de ações irracionais. A condição essencial para curar pertubações psíquicas é o restabelecimento da capacidade natural de amar. Depende tanto de condições sociais quanto de condições psíquicas.
As enfermidades psíquicas são a conseqüencia do caos sexual da sociedade. durante milhares de anos, esse caos tem tido a função de sujeitar psiquicamente o homem às condições dominantes de existência e de interiorizar a dinâmica externa da vida. tem ajudado a efetuar a ancoragem psíquica de uma civilização mecanizada e autoritária, tornando o home incapaz de agir independentemente.
as energias vitais regulam-se a si mesma naturalmente, sem qualquer obrigação compulsiva ou moralidade compulsiva - ambas , sinais certos da exitência de impulsos anti-sociais. as ações anti-sociais são a expresão de impulsos secundários. Esses impulsos são produzidos pela supressão da vida natural, e estão em contradição com a sexualidade natural.
Os individuos criados com um atitude negativa diante da vida e do sexo contraem uma ânsia de prazer, fisiologicament apoiada em espasmos musculares crônicos. essa ânsia neurotica de prazer é a base na qual certas concepções de vida, negadoras da vida e produtoras de ditadores, são reproduzidas pelos próprios povos. É a própria essência do medo de um modo de vida independente, orientado para a liberdade. Esse medo se torna a mais significativa fonte de força para qualquer forma de reação política, e para a sujeição da maioria dos homens e mulheres que trabalham a indivíduos ou grupos. É um medo biofisiológico, e constitui o problema central do campo psicossomático de investigação das funções vitais involuntárias, que um neurótico pode experimentar apenas de um modo misterioso e assustador.
A estrutura do caráter do homem moderno, que reflete uma cultura patriarcal e autoritária de seis mil anos, é tipificada por um encouraçamento do caáter contra a sua própria natureza interior e contra a miséria social que o rodeia. Essa couraça do caráter é a base do isolamento, da indigência, do desejo de autoridade, do medo à responsabilidade, do anseio místico, da miséria sexual e da revolta neuroticamente impotente, assim como de uma condescendência patológica .
O homem alienou-se a si mesmo da vida, e cresceu hostil a ela. Essa alienação não é de origem biológica, mas é sócio-conômica. Não se encontra nos estágios da história humana anteriores ao desenvolvimento do patriarcado.
O prazer natural do trabalho e da atividade tem sido substituido pelo dever cmpulsivo. a estrutura média da maioria das pessoas transformou-se me uma estrutura marcada pela impotência e pelo medo à vida. Essa estrutura distorcida não apenas constitui a base biológica das ditaduras partidárias: torna possível a essas ditaduras o justificar-se evidenciando certas atitudes humanas como irresponsabilidade e a infantilidade. A catástrofe internacional que estamos vivendo é a conseqüência última dessa alienação da vida.
A formação das massas no sentido de serem cegamente obedientes à autoridade se deve não ao amor parental mas à autoridade da família. A supressão da sexualidade nas crianças pequenas e nos adolescentes é a principal maneira de conseguir essa obediência.
Natureza e cultura , instinto e moralidade , sexualidade e realização tornam-se incompatíveis ,como resultado da cisão na estrutura humana. a unidade e congruência de cultura e natureza, trabalho e amor, moralidade e sexualidade - desejada desde tempos imemoriais - continuará a ser um sonho enquanto o homem continuar a condenar a exigência biologica da stisfação sexual natural (orgática) . A democracia verdadeira e a liberdade baseadas na consciência e responsabilidade estão também condenadas a permanecer como uma ilusão, até que essa exigência seja satisfeita. Uma sujeição sem remédio às condições sociais caóticas continuará a caracterizar a existência humana. Prevalecerá a destruição da vida pela educação coerciva e pela guerra.....
A causa imediata de muitos males assoladores pode ser determinada pelo fato de que o homem é a unica espécie que não satisfaz à lei natural da sexualidade. A morte de milhões de pessoas na guerra é o resultado de manifesta negação social da vida. Essa negação , por sua vez, é expressão e conseqüência de pertubações psíquicas e somáticas da atividade vital. ...
Supress~~ao sexual,, rigidez biológica , moralismo e ascetismo naão estão confinados a certas classes ou camadas da população. encontram-se me toda parte.
O poder social, exercido pelo povo, através do povo, e par ao povo, produzido pelo amor antural à vida e pelo respeito ao trabalho executado, seria invencível. Entretanto, esse poder pressupõe que as massas trabalhadoras se tornem psiquicamente indenpendentes e capazes de asssumir a responsabilidade total pela existência social, e de determinar racionalmente a sua própria vida. O que impede isso de acontencer é a neurose psíquica da multidão, neurose coletiva e o irracionalismo na vida social, e par aeftuar uma verdadeira higiêne mental, é necessária uma estrutura social que deve, anttes de tudo, eliminar a méséria material, e salvaguadar o livre desenvolvimento das energias vitais em cada um e em todos os homens. essa estrutura social só pode ser a verdadeira democracia.
Entretanto , a verdadeira democracia não é uma condição de "liberdade" que possa ser oferecida, concedida ou garantida a um grupo populacional por um governo eleito ou totalitário. a verdadeira democracia é um processo longo e difícil, no qual o povo, protegido social e legalmente , tem todas as possibilidades de se exercer a si mesmo na administração da sua conduta social, individual e vital, e de progredir em direção a todas as formas melhores de vida. em suma, a verdadeira democrcia não é uma manifestação acabada que, como certos anciãos, goze o seu glorioso passado de lutas. É , antes , um processo de luta incessante com os problemas de desenvolvimento ininterrupto de novas idéias, de novas descobertas e de novas formas de vida. O desenvolvimento será contínuo e impossível de ser rompido somente quando o antiquato e senil que desempenhou o seu papel em um estágio anterior do desenvolvimento democrático, for suficientemente lúcido para dar ligar ao jovem e novo em vez de reprimi-lo apelando para dignidade , ou para a autoridade convencional......
O nosso mundo, na verdade, se tornou desconjuntado. Naão importa, porém, a maneira como as sangrentas lutas do presente ensombrecem os séculos vindouros, permanece o fato de que a ciência da vida é mais poderosa que a tirania e que todas as formas de negação da vida. Foi Galileu, não Nero, quem assentou os fundamentos da tecnologia; Pasteur, e não Napoleão, quem combateu as enfermidades; Freud e não Schickgruber, quem sondou as profundidades psíquicas, Foram esses cientistas, em suma, que asseguraram a nossa existência , Os outros apenas abusaram das realizações de grandes homens para destruir o processo vital. as raízes da ciência natural penetram mais fundo que qualquer transitório tumulto fascista.

Wilhelm Reich
Nova York
Novembro de 1940.

PESTE EMOCIONAL - PARTE 1



ZUMBIS - VIVOS ECÓICOS E MORTOS AFETIVOS

Obs : apesar da carga emocional que envolve as composições a seguir , em nenhum momento assumem a conotação de ataque a integridade pessoal de outros ou intenções escusas e vingativas . Voltei atrás hoje em postar estes textos, pois não consigo mais me calar e este Dasa Mahavidya é o meu companheiro neste processo solitário. Andei me questionando se deveria voltar fazer terapia para ter um espaço de elaboração, mais percebi que não, como Lowen bem fala sobre o processo terapêutico ser finito e que a aprendizagem e a busca continuam na vida afora. Voltaria sim para a terapia se este processo-busca-ações se estagnar, o que avalia não ser o caso, estou saudável, dentro dos meus limites, tantos nos níveis físicos como mentais. Cada vez mais consigo ser espontânea e honesta com meus sentimentos, eles fluem. Chorar, ri, amar, agredir, sonhar, pensar e realizar . Até a dor de constatar a minha solidão, pois não há espaços para espontaneidade e honestidade afetiva neste universo de zumbi que vive. Entretanto foi a escolha e o investimento que fiz durante estes quase 49 anos de vida. E tudo que vivi, seja nos níveis psicoterapicos, estudos acadêmicos e espirituais, hoje constituem uma a forma de ver, sentir e agir, ou seja, interagir no mundo , estando presentes todas as esferas me relaciono com a vida!
Agora fica aqui a proposta caso alguém se identifique e se sinta lesado e ultrajado pelo desenrolar das composições a seguir, fique a vontade de assumir o seu ultraje e se manifeste no espaço destinado aos comentários, que poder ser anônimo. Eles não serão censurados por mim.
Após acordar na manhã de sábado com os olhos inchados de chorar e pela falta da paz que o choro convulsivo me traria. Esclareço que após chegar em casa na sexta-feira, dia que me revelou vário insight e fechou alguns circuitos internos e externos. O choro convulsivo não veio e bem sei que ele só seria efetivo ao nível energético se o colo fosse concreto. Naquela mesa de bar estava cercada por amigos que também são terapeutas e estes observaram o choro, a dor e lá permaneceram a argumentar e a dizer o quanto a minha gestão, como coordenadora, nestes últimos 30 dias era inovadora e tinha promovido o inicio do processo de coesão grupal e de como eu deveria observar e ter compaixão pelas dificuldades individuais da equipe. E o que promoveu tal modificação era minha postura de promover a liberdade de expressão, devolver a autonomia a equipe, a minha honestidade e humilde ao me expor como pessoa diante da equipe e não como chefe etc...etc.... Estas analisem revelam incoerência e duplas mensagens que no decorrer das composições a seguir irei enlaçar e desenlaçar.
A minha dor revela-se por não suportar mais ficar naquele lugar de coordenação e de como está difícil estar deixar o lugar de terapeuta. Já falei sobre isso em postagens anteriores, bem sei que após denunciar as questões técnicas dos desligamentos de minhas referencias terapêuticas e dos grupos que atendia, alguns técnicos da equipe se ofereceram para assumir as referencias, no entanto não se abriu o espaço para discussão dessa passagem, nem do ponto de vista dos usuários ou do meu como terapeuta. Caso eu não denunciasse a situação, e equipe simplesmente continuaria com as demandas de suas queixas-denuncias-fofocas-acusações-jogos de poder. Refletindo constato que isto se deve ao fato de eu continuar com o desligamento de minhas funções terapêuticas e ao mesmo tempo assumir a função de diretora com todas as demandas deste momento critico quer seja da unidade de saúde, ou da saúde em seu geral. Ao falar sobre a situação em três momentos diferentes, com treis técnicos diferentes, obtive as seguintes reações:
· A técnica 1 diz: Estamos negando e vamos continuar, pois as referências que você travou nestes 12 anos atiguiram uma grande profundidade de relação e vínculos e atingiram as esferas do humano e técnico/teórico e estas são para toda vida. Neste sentido ninguém te substitui. Compartilho da análise da colega no sentido de que construímos esta forma de vinculação, na relação com a psicose ou você está presente "por inteiro" ou vínculo não se estabelece (em muito aprendi e me modifiquei através desta forma de vinculação e hoje digo : "-não é só na clínica com o psicótico que estabeleço esta formas de vinculação ela esta presente na forma que entrego-me na vida . É impossível ser de um jeito em um momento e em outro o seu oposto. Isto é hipocrisia e em um deles estou falseando). Agora discordo veemente desta ação de negação e da permaneça apenas nesta análise institucional e findo! Ela revela uma chaga institucional que muito me preocupa. Ao agirmos assim reproduzimos alicerces que produzem os manicômios existenciais, afetivos. Penso ao me abandonarem nesse processo, pois teria o aval implícito da equipe, da coordenação de saúde para a partir da minha nomeação de encarregada técnica, repassar as minhas funções técnicas, fazer um desligamento técnico e também o que via e sentia. E neste sentido sinto na pele o que usuário sente, este abandono afetivo. Promovemos ações em conjunto com ele, ajudamos a sair de seus estados "crises" , falamos em projeto de VIDA, e quando esbarramos em limites , limites reais , constatamos nossas reais impotências , nos defendemos dentro de análises teóricas e técnicas e o deixamos "chorando sozinho"! Dr.1 foi o único que me acolheu afetivamente, ouviu a minha dor e disse: - Roseli, eu já senti isso e realmente você necessita de um tempo para elaborar, assim como os usuários, eu te ajudo! Esta forma de vinculação foi o que propiciou o crescimento deles, referia-se a 2 usuários que atendemos em conjunto, teremos que encontrar meios de trabalhar com eles e dar suporte para o luto deles, que é real e vejam que a Roseli pessoa e amiga eles nunca vão perder e que podem estabelecer outros vínculos terapêuticos e dar continuidade aos seus projetos aqui dentro do NAPS. Agora isto não é simples de se fazer e demanda tempo. Assim como você eu me emociono ao ver como eles se desenvolveram e estão bem e indo atrás de suas escolhas na vida. Por isso a situação requer cuidados e atenção. Vejo também que você se não você vai pirar com toda essa demanda! Grata Dr., pela sensibilidade e companheirismo, você não negou a situação e assim como eu não tenho respostas imediatas, no entanto emprestou o ombro para meu coração! E diminuir a minha solidão, pois falou comigo como pessoa, pois trouxe a sua vivência na nossa conversa, fato que não descrevi, e não falou com a técnica e sim com a pessoa. No final refere-se: "Mais, Roseli não é isso que falamos, acreditamos e construímos nas nossas técnicas, como poderíamos agora fazer diferente entre nós!!! Não queremos dês-construir os murros dos manicômios existenciais e criarmos um espaço que trate a vida!Técnicos 2, 3 e 4 , na sexta-feira na mesa do bar, ao ouvir várias eu dizer : "- Acabo de decidir que não quero mais ocupar este lugar, pois deixei o que amava fazer , ocupava um lugar que era prazeroso, e neste que ocupo agora só existe desprazer e solidão , ninguém (equipe) esta vendo a pessoa por detrás da "Chefe" !!" Entre lagrimas que apenas escorriam pelo meu rosto, brecha aberta no peito , escoando de chorar a muito reprimido, assim como tomada por grande raiva diante da negação-afetiva ao que ocorria . Eles argumentavam com a "Chefe" e não com a pessoa. Bem sei que se lerem este texto, vão sentir e dizer : Roseli, você é uma grande FILHA DA PUTA INGRATA! Sei que saímos de lá já passava da meia noite e todos tinham afazeres de suas vidas pessoais, no entanto todos tinham razões e interesses para estar lá e não eram só para me dar suporte emocional!Argumentam que eu não estava dando valor as conquista que tive nestes últimos 30 dias, falam que nenhuma direção conseguiu unir uma equipe neste tempo e que se eu entregar o cargo tudo estará perdido. Assim que a conserva abre-se para este tema começo a chorar pois podia agora relaxar e a emoção veio tona, neste sentido minha argumentação não era clara e o grupo negava-se a ouvir o que eu falava, ou não permitia ouvir o que estava falando do ponto de Vista da pessoa e não da gestora. E foi um bombardeio de lado e do meu uma reação de ira novamente. Durante a conversa tento argumentar que discordava que este poder de mudança não estava nas minhas mãos e sim do grupo. Sinceramente não vi nenhuma ação genial de minha parte como gestora, aliás, continuei sendo o que sempre fui. Desconhecendo técnicas de gestão, utilizei-me dos recursos que tenho como coordenadora de grupos. Prezei pela des-hierquirização, pela espontaneidade, honestidade e transparência de minhas ações. E apostei nos recursos individuais da equipe e desta forma fui o catalisador para os "desejos" latentes do grupo. O que bem conheço, pois estou lá há 12 anos, não vi afora do grupo. E a maior dificuldade foi que fui colocada fora do grupo! No momento que só sou vista a partir do ponto de gestora, de autoridade. Deixei de pertencer ao grupo.A visão com relação ao poder, hoje, estrutura-se nos conceitos do tantra e de uma visão reichiana. Neste sentido ela é matriarcal. E nesta visão que me invisto em relacionar-me com o mundo, seja ela nos âmbitos profissionais e pessoais. Reich estudou as relações de poder dentro do patriarcado e de como ele se estrutura e é mantido. Ele se estrutura no desprazer, sacrifício, na satisfação egoica de vaidades, pela ganância do poder. Raízes do que denomina como uma epidemia social, "Peste Emocional", e aquele que ousar ser diferente e optar pelo prazer e paz, será veemente caçado e devorado. Foi desta maneira que me senti neste último mês devorada viva. Carne fresca para Zumbis e é lógico saquei de minha arma e comecei a atirar em cérebros (um zumbi só é morto quando seu cérebro é destruído). Pretendo a posteriori desenvolver mais este tema.E que isto aconteceu devido a minha honestidade e ter dado voz às pessoas e valorizar a equipe e que a partir dai a equipe se uniu na proposta e que a reunião do dia foi emocionante, pois sumiram os boicotes e as vaidades individualista e as pessoas incorporaram a tarefa.Vejo que isto ocorreu, sementes de mudanças, pois a peste emocional reaparece ao menor sinal de ameaças as regalias conquistadas e nas ações vingativas. E isto exige uma ação continua de trabalhar, denunciar e tomar ações mais drásticas é muito desgastante. E não consigo mais me impor sacrifícios! Embora o desfecho do dia revelou uma chaga grupal! A grande merda veio à tona através da condução de um caso que envolve a discordância quanto as ações e conduções e mostra as feridas da equipe nos âmbitos clínicos , relacional . Que envolvem disputas poder tantos nos níveis da unidade quanto nas questões correlatas denunciadas pelas contradições entre a política geral e as políticas em ações da saúde mental. (falarei em outro momento sobre o assunto). Propõem que se sinto falta de estar mais ligada ao campo técnico, sou eu que determino a condução das funções, sou a CHEFE, posso fazer do jeito que quero! Porra, isto é contraditório e seria muita hipocrisia de minha parte! Vejo que estas falas são para me seduzir....Só que vaidades e regalias não me seduzem... Eu não quero pagar o preso delas! Para mim é muito alto e não tenho como cacifa-las agora.Analisam que a minha postura diante das ocorrências da última reunião de equipe, aonde após ocorrerem ameaças de se instalar boletins de ocorrência de técnicos contra técnicos, denunciando faltas técnicas na condução do caso. Durante a reunião eu denuncio a disputa pelo poder e o uso do caso nesta disputa, pois ficam no ataque frontal ao um técnico e nenhum momento discute-se as necessidades reais do usuário. Instala-se uma disputa entre a equipe sobre quais as diretrizes quanto a denunciar o abandono familiar com relação ao usuário. E este último agora esta com sérios problemas de saúde, corre o risco de ter seus pés e pernas amputadas, a família não viera ao NAPS para levá-lo ao posto de saúde para os curativos e nem trazia a prescrição do cirurgião vascular que orienta o procedimento. Além de apontar para suspeita de estar com problemas respiratórios. No dia anterior a equipe reuniu-se com a família em reunião que apontava para real abandono familiar. Há a necessidade de termos uma ação judicial com relação aos familiares e que ter esta ação não implica em vermos e cuidarmos do usuário, pois se ele retornar-se hoje para casa estava claro que não receberia a atenção necessária a sua saúde, com a agravante que continuaria dormindo na área externa da casa! A minha indignação e denuncia refere-se que este caso caminha assim há anos, o NAPS aceitou que a família depositasse o usuário no NAPS, denunciando e analisando o caso, porém empurrando com a barriga e nunca batendo de frente com a situação, como está se desdobrando neste último mês. Brigar e obrigar a família agora a tratar! E deixar o usuário a mercê desta situação, no momento em que ele não dispõe de recursos externos e internos para se defender! Ameaçar com processo o colega que retarda a ação judicial de forma impulsiva escondia outras razões. Existe um conflito entre a equipe e o técnico que se arrasta a anos e só agora a equipe ganha coragem para o enfrentamento . Denuncio está questão principalmente porque na gestão anterior ninguém abria a boca! Por medo da repesaria! Sem dúvida! Fui tomada por grande ira, esta denuncias foram feitas de forma amena e durante elas apresentam a minha decisão de não continuar ocupando essa função! A Dra2, que entra após a discussão e vê o meu discurso e com sua lucidez concorda comigo e diz: "Eu acho uma puta sacanagem o que ocorreu, porque só agora! Isto é covardia! Com estas atitudes estamos comprometendo a Roseli, não é hora disso ocorrer, eu concordo com o desleixo do colega, só que não desta forma que a equipe deve conduzir!...” Concorda comigo que com os usos do caso, e que não é hora agora de forçar a família ficar com ele, seria muita sacanagem com o usuário.Irada, e com o peito preste a desabar em uma explosão emocional. Controle a explosão do choro, e muito irada coloco a minha posição: " 1 -Iria sair e conservar com o setor jurídico e ver o que adiaram e postergaram a ação de ir a delegacia. 2- O usuário iria permanecer em regime de hospital noite e cuidaríamos dele e eu conversaria com seu médico , o Dr.1, o que com certeza não discordaria da decisão da equipe. 3- Eu não continuaria num lugar dando a minha pele para ser esfolada, preservava a minha qualidade de vida e que estava cheia da atitude da equipe que só soube cobrar mesquinharia e apontar o dedo para o colega dizendo o que ele não fazia, acusando o de não trabalhar, de ter regalias . E no entanto todos que apontam e fofocam e boicotaram neste último mês não olhou para si e para suas regalias e que continuaria com a atitude de denunciar isto em equipe e não me ater a fofocas. E me espantava a covardia de cobrar de mim acordos que antiga gestão fez e dela não cobravam!!! E tinha aceitado o convite de ser diretora, pois a equipe exigia que o Substituto fosse um membro da equipe! Pergunto para transformar a vida da pessoa em um inferno e boicotar toda a mudança. Esse é o apoio. Além que o desfecho abre um precedente de agora em diante processarmos uns aos outros. Deixei claro a tecnica-amiga que tomasse a condução que desejasse e eu tomaria as ações que me cabiam. Saio da sala para não explodir e certa que não queria mais este lugar.Durante toda a noite e nestes dois dias tenho processado esta ocorrência e a minha reação a ira. Ela na realidade foi a gota d'água, e fiquei preocupada pois ela pós por terra todo o investimento de promover a coesão da equipe. Se a cada discussão e discordância entrar a ameaça, voltamos a pode falar e buscar a resolução. Porque será que antiga gestora optava pelo silencio, e tomava nas mãos todas resoluções? Vejo se continuar com a ação de promover a construção do “ nós grupal”, ela esbarrará em muitos conflitos e corro sérios riscos de sofrer uma ação judicial por assedio moral, quando esbarrar em vaidades e mexer com as regalias. Só me resta esta conclusão após avaliar a condução da equipe diante dos conflitos, caso ela se agrave, vamos esquecer o "nós "e o dedo será apontado para o "eu" aqui.Diante da minha indignação de minhas colocações , vieram mais agressões , pois eu não posso conceber que eles realmente pensem assim! Primeiro eu estou sendo sacana em abandonar o barco, sou a única responsável por aceitar este cargo, estou em um lugar aonde ninguém tem a obrigação de me ver como pessoa, eu é que tenho que ser uma gestora humana e ver a necessidade do outro, tenho que ter grandes tetas mesmos para amamentar todos, esta equipe são meus filhos, a minha decisão em deixar a gestão é de cunho pessoal e individualista.Estarei cortando a oportunidade que a vida me apresenta de dar uma virada de 360 graus e brilhar e conseguir tudo o que quero. Estou me boicotando.Acredito pelo que falei e agi até hoje, e quem me conhece não preciso nem argumentar o absurdo de tais colocações. Vejo o mundo e as relações humanas sobre outra ótica! Sei que esta encarregatura veio as minhas mãos por alguma razão pessoal e energética, no mínimo é um grande espelho de como agi na vida, na base do sacrifício e que hoje isto mudou. Como disse anteriormente não há honra, dignidade e paz no sacrifício e não dinheiro ou vaidades egoicas e de poderes que substituam o prazer de estar viva. Três fatores me influenciaram em aceitar ser gestora e fique bem entendido não de ocupar este lugar de bode-expiatório ou cordeiro de Deus no altar pronto a ser sacrificado em prol das necessidades e desejos dos outros: Amo e acredito no que construí dentro do NAPS neste doze anos. Entendi que neste momento um gestor que não fosse da equipe, corria o risco de comprometer o trabalho em equipe e o desenvolvimento do projeto do NAPS, e quem pagaria por isso seriam os usuários. Pactuei comigo aceitar ocupar um cargo do qual não tenho competência e requer um trabalho administrativo que não gosto de fazer até o final deste ano, quando haveria a mudança do gestor da cidade, e trabalhar para coesão da equipe, aonde uma equipe forte poderia enfrentar possíveis ameaças ao serviço no ano que vem.Quando procurei amigos-técnicos, os mesmos que estavam na mesa, para conversar e ampliar a minha visão da situação e poder optar. Pois estava relutante em aceitar, meu coração não queria, estas pessoas expressaram pedidos e argumentaram para que eu aceitasse! E eu as ouvi!Aceitar o desafio de estar em campos em que eu não dominava, vi que isto poderia energizar a minha vida e ver o que estava energeticamente por detrás dessa oferta. Já falei das sincrônicidades que envolviam a situação em textos anteriores. O dinheiro e a promoção eram um fator, mais tinha dúvida das relações custos e benefícios. E estava certa!Assim deixamos o bar e eu só fui abraçada quando tinha me recuperado e não corria o risco de desabar num choro profundo. Fico a refletir aqui da posição que estou agora, que construção e coesão grupal, que preze pela igualdade se quem a coordena não existe como pessoa e não pode e não deve ser acolhida em suas dores e necessidades! Que modelo é esse? A quem ele serve? O que ele preserva? Encerro por aqui, muitas foram às emoções e insight' elaborados, temas para textos futuros.Bem resumi as ocorrências daqueles dias, sei que houve momentos importantes para todos, com uma grande carga emocional para todos, mais só posso falar de meus pensamentos-sentimentos, cada um que assuma os seus. Como estou consciente dos conteúdos pessoais que estavam presentes em minhas ações e este será o tema da parte 2. Por hora estou cansada.
Namastê
·Roseli

sábado, 26 de abril de 2008

FUI !!!!!!!

FIGURA DE ALGUÉM
MUITO ELABOREI DE ONTEM PRA HOJE,
VÁRIOS VIDEOS AQUI COLOQUEI ,
ESQUELETOS INTRODUTÓRIOS DE MUITAS COMPOSIÇÕES.
MAIS AS ESCRITAS FORAM CALADAS .
NÃO PELA AÇÃO DA REPRESSÃO,
OU POR NÃO RESSOAREM EM MEU PEITO.
ACREDITO QUE PELA FALTA DE RESSONÂNCIA NO MUNDO.
PELA PRIMEIRA VEZ EM 1 ANO , PRESERVO O QUE ME É CARO.
NÃO POR MEDO DA CRITICA, E SIM POR ESTE DASA MAHAVIDYA
PERDER SEU SENTIDO PRIMEIRO.
EM MUITO AS COMPOSIÇÕES , EMBRIÕES OCULTOS NAS EDIÇÕES ANTERIORES, COSTURARAM FERIDAS ABERTAS.
AGORA SÃO MINHAS PEROLAS,
E EU AS GUARDO PARA QUEM TENHA OUVIDO,
E CONSIGA COMPARTILHAR .
GUARDO MEU COBERTOR , A PARTIR DE AGORA.
E QUEM SABE ESTE DASA MAHAVIDYA CONTINUE!
UM ESPAÇO QUE FALE DAS ESFERAS FRIAS DOS CONHECIMENTOS!
QUEM SABE ! NÃO SEI SE ASSIM SE CONFIGURARÁ!
SÓ SEI QUE AGORA NÃO DIVIDIREI AS MINHAS PEROLAS!
HOJE NÃO CABE NAMASTÊ!
QUE TAL UM EDUCADO,
BOM FINAL DE SEMANA!
OU FECHADO PARA BALANÇO!
ADEUS OU ATÉ LOGO!
QUEM SABE !
ESTOU EM OUTRO LUGAR!

A PESTE EMOCIONAL - 1ª PARTE

ZUMBIS - VIVOS EGOICOS E MORTOS AFETIVOS
Obs : apesar da carga emocional que envolve as composições a seguir , em nenhum momento assumim a conotação de ataque a integridade pessoal de outros ou intenções escusas e vingativas . Voltei atrás hoje em postar estes textos pois não consigo mais me calar e este Dasa Mahavidya é o meu companheiro neste processo solitário. Andei me questionando se deveria voltar fazer terapia para ter um espaço de elaboração , mais percebi que não , como Lowen bem fala sobre o processo terapeutico ser finito e que a aprendizagem e a busca continuam na vida afora. Voltaria sim para a terapia se este processo-busca-ações se estagnar , o que avalia não ser o caso, estou saúdavel, dentro dos meus limites, tantos nos níveis físicos como mentais. Cada vez mais consigo ser espontanea e honesta com meus sentimentos , eles fluem . Chorar, ri , amar , agredir , sonhar, pensar e realizar . Até a dor de constatar a minha solidão , pois não há espaços para espontaneidade e honestidade afetiva neste universo de zumbi que vivemos. Entretanto foi a escolha e o investimento que fiz durante estes quase 49 anos de vida. E tudo que vivi, seja nos níveis psicoterapicos, estudos acadêmicos e espirituais , hoje constituem uma a forma de ver, sentir e agir , ou seja interagir no mundo , estando presentes todas as esferas me relaciono com a vida!

Agora fica aqui a proposta caso alguém se identifique e se sinta lesado e ultrajado pelo desenrolar das composições a seguir , fique a vontade de assumir o seu ultraje e se manifeste no espaço destinado ao comentários, que poder ser anônimo. Eles não serão censurados por mim.

Após acordar na manhã de sabado com os olhos inchados de chorar e pela falta da paz que o choro convulsivo me traria . Esclareço que após chegar em casa na sexta-feira , dia que me revelou vários insigth's e fechou alguns circuitos internos e externos . O choro convulsivo não veio e bem sei que ele só seria efetivo ao nível energético se o colo fosse concreto . Naquela mesa de bar estava cercada por amigos que também são terapeutas e estes observaram o choro ,a dor e lá permaneceram a argumentar e a dizer o quanto a minha gestão, como coordenadora ,nestes últimos 30 dias era inovadora e tinha promovido o inicio do processo de coesão grupal e de como eu deveria observar e ter compaixão pelas dificuldades individuais da equipe. E o que promoveu tal modificação era minha postura de promover a liberdade de expressão , devolver a autonomia a equipe, a minha honestidade e humilde ao me expor como pessoa diante da equipe e não como chefe etc...etc.... Estas analises revelam incoêrencia e duplas mensagens que no decorrer das composições a seguir irei enlaçar e desenlaçar.

A minha dor revela-se por não suportar mais ficar naquele lugar de coordenação e de como está dificil estar deixar o lugar de terapeuta. Já falei sobre isso em postagens anteriores , bem sei que após denunciar as questões técnicas dos desligamentos de minhas referencias terapeuticas e dos grupos que atendia , alguns técnicos da equipe se ofereceram para assumir as referencias , no entanto não abriu-se o espaço para discussão dessa passagem , nem do ponto de vista do usuários ou do meu como terapeuta. Caso eu não denunciasse a situação , e equipe simplesmente continuaria com as demandas de suas queixas-denuncias-fofocas-acusações-jogos de poder. Refletindo constato que isto se deve ao fato de eu continuar com o desligamento de minhas funções terapeuticas e ao mesmo tempo assumir a função de diretora com todas as demandas deste momento critico quer seja da unidade de saúde , ou da saúde em seu geral. Ao falar sobre a situação em treis momentos diferentes , com treis técnicos diferentes, obtive as seguintes reações:

  • A técnica 1 diz: Estamos negando e vamos continuar , pois as referências que voce travou nestes 12 anos atiguiram uma grande profundade de relação e vínculos e atinguiram as esferas do humano e técnico/teorico e estas são para toda vida . Neste sentido nínguem te substitui. Compartilho da análise da colega no sentido de que construímos esta forma de vinculação , na relação com a psicose ou voce está presente "por inteiro" ou vínculo não se estabelece ( em muito aprendi e me modifiquei através desta forma de vinculação e hoje digo : "-não é só na clínica com o psicótico que estabeleço esta formas de vinculação ela esta presente na forma que entrego-me na vida . É impossível ser de um jeito em um momento e em outro o seu oposto. Isto é hipocrisia e em um deles estou falseando). Agora discordo viemente desta ação de negação e da permaneça apenas nesta análise institucional e findo! Ela revela uma chaga instituicional que muito me preocupa. Ao agirmos assim reproduzimos alicerces que produzem os manicômios existenciais, afetivos . Penso ao me abandonarem nesse processo , pois teria o aval implicito da equipe, da coordenação de saúde para a partir da minha nomeação de encarregada técnica , repassar as minhas funções técnicas , fazer um desligamento técnico e também o que via e sentia. E neste sentido sinto na pele o que usuário sente, este abondono afetivo. Promovemos ações em conjunto com ele, ajudamos a sair de seus estados "crises" , falamos em projeto de VIDA, e quando esbarramos em limites , limites reais , constatamos nossas reais impotencias , nos defendemos dentro de análises teoricas e técnicas e o deixamos "chorando sozinho"! Dr.1, foi o único que me acolheu afetivamente , ouviu a minha dor e disse : - Roseli, eu já senti isso e realmente voce necessita de um tempo para elaborar , assim como os usuários , eu te ajudo ! Esta forma de vinculação foi o que propiciou o crescimento deles , referia-se a 2 usuários que atendemos em conjunto, teremos que encontrar meios de trabalhar com eles e dar suporte para o luto deles, que é real e vejam que a Roseli pessoa e amiga eles nuncam vão perder e que podem estabelecer outros vínculos terapeuticos e dar continuidade aos seus projetos aqui dentro do NAPS. Agora isto não é simples de se fazer e demanda tempo. Assim como voce eu me emociono ao ver como eles se desenvolveram e estão bem e indo atrás de suas escolhas na vida. Por isso a situação requer cuidados e atenção. Vejo também que voce se não voce vai pirar com toda essa demanda! Grata Dr., pela sensibilidade e companherismo, voce não negou a situação e assim como eu não tem resposta imediatas , no entanto emprestou o ombro para meu coração! E dimnuir a minha solidão pois falou comigo como pessoa, pois trouxe a sua vivência na nossa conversa , fato que não descrevi, e não falou com a técnica e sim com a pessoa. No final refere-se : "Mais, Roseli não é isso que falamos , acreditamos e construímos nas nossas técnicas , como poderíamos agora fazer diferente entre nós!!! Não queremos descontruir os murros dos manicônios existênciais e criarmos um espaço que trate a vida!Técnicos 2, 3 e 4 , na sexta-feira na mesa do bar, ao ouvir várias eu dizer : "- Acabo de decidir que não quero mais ocupar este lugar, pois deixei o que amava fazer , ocupava um lugar que era prazeroso, e neste que ocupo agora só existe desprazer e solidão , ninguem (equipe) esta vendo a pessoa por detrás da "Chefe" !!" Entre lagrimas que apenas escorriam pelo meu rosto, brecha aberta no peito , escoando de chorar a muito reprimido, assim como tomada por grande raiva diante da negação-afetiva ao que ocorria . Eles arguntavam com a "Chefe" e não com a pessoa. Bem sei que se lerem este texto, vão sentir e dizer : Roseli, voce é uma grande FILHA DA PUTA INGRATA! Sei que saímos de lá já passava da meia noite e todos tinham afazeres de suas vidas pessoais, no entanto todos tinham razões e interesses para estar lá e não eram só para me dar suporte emocional!Argumentam que eu não estava dando valor as consquista que tive nestes últimos 30 dias, falam que nenhuma direção conseguiu unir uma equipe neste tempo e que se eu entregar o cargo tudo estará perdido. Assim que a conserva abre-se para este tema começo a chorar pois podia agora relaxar e a emoção veio tona, neste sentido minha agurmentação não era clara e o grupo negava-se a ouvir o que eu falava, ou não permitia ouvir o que estava falando do ponto de vista da pessoa e não da gestora. E foi um bombardeio de lado e do meu uma reação de ira novamente. Durante a conversa tento argumentar que discordava que este poder de mudança não estava nas minha mãos e sim do grupo. Sinceramente não vi nenhuma ação genial de minha parte como gestora, aliás continuei sendo o que sempre fui. Desconhecendo técnicas de gestão, utilizei-me dos recursos que tenho como coordenadora de grupos. Presei pela des-hierquirização, pela espontaneidade ,honestidade e transparencia de minhas ações. E apostei nos recursos individuais da equipe e desta forma fui o catalizador para os "desejos" latentes do grupo . O que bem conheço pois estou lá há 12 anos , não vi afora do grupo . E a maior dificuldade foi que fui colocada fora do grupo! No momento que só sou vista a partir do ponto de gestora, de autoridade . Deixei de pertencer ao grupo.A visão com relação ao poder , hoje, estrutura-se nos conceitos do tantra e de uma visão reichiana. Neste sentido ela é matriarcal. E nesta visão que me invisto em relacionar-me com o mundo, seja ela nos ambitos profissionais e pessoais. Reich estudou as relação de poder dentro do patriarcado e de como ele se estrutura e é mantido . Ele se estrutura no desprazer ,sacrificio, na satisfação egoica de vaidades, pela ganância do poder. Raizes do que denomina como uma epidemia social , "Pestes Emocional", e aquele que ousar ser diferente e optar pelo prazer e paz , será viemente caçado e devorado. Foi desta maneira que me senti neste último mês devorada viva. Carne fresca para Zumbis e é logico saquei de minha arma e começei a atirar em cerebros (um zumbi só é morto quando seu cerebro é destruído). Pretendo a posteriori desenvolver mais este tema .E que isto aconteceu devido a minha honestidade e ter dado voz as pessoas e valorizar a equipe e que a partir dai a equipe se uniu na proposta e que a reunião do dia foi emocionante , pois sumiram os boicotes e as vaidades individualista e as pessoas incorporaram a tarefa.Vejo que isto ocorreu, sementes de mudanças , pois a peste emocional reaparece ao menor sinal de ameaças as relagias consquistadas e nas ações vingativas. E isto exige uma ação continua de trabalhar , denunciar e tomar ações mais dastricas , é muito desgatante. E não consigo mais me impor sacrificios! Embora o desfecho do dia revelou uma chaga grupal! A grande merda veio a tona através da condução de um caso que envolve a discordância quanto as ações e conduções e mostra as feridas da equipe nos ambitos clínicos , relacional . Que envolve disputas poder tantos nos níveis da unidade quanto na questões correlatas denunciadas pelas contradições entre a politica geral e as politicas em ações da saúde mental. (falarei em outro momento sobre o assunto). Propõem que se sinto falta de estar mais ligada ao campo técnico, sou eu que determino a condução das funções , sou a CHEFE , posso fazer do jeito que quero! Porra, isto é contraditório e seria muita hipocrisia de minha parte ! Vejo que estas falas são para me seduzir ....só que vaidades e relagias não me seduzem... eu não quero pagar o preso delas! Para mim é muito alto e não tenho como cacifa-las agora.Analisam que a minha postura diante das ocorrências da última reunião de equipe, aonde após ocorrerem ameaças de se instalar boletins de ocorrencia de técnicos contra técnicos, denunciando faltas técnicas na condução do caso. Durante a reunião eu denuncio a disputa pelo poder e o uso do caso nesta disputa, pois ficam no ataque forntal ao um técnico e nenhum momento discute-se as necessidades reais do usuário. Instala-se uma disputa entre a equipe sobre quais as diretrizes quanto a denunciar o abandono familiar com relação ao usuário . E este último agora esta com sérios problemos de saúde, corre o risco de ter seus pés e pernas amputados, a família não viera ao NAPS para levá-lo ao posto de saúde para os curativos e nem trazia a prescrição do cirurgião vascular que orienta o procedimento. Além de apontar para suspeita de estar com problemas respiratórios. No dia anterior uma equipe reuni-se com a familia em reunião que apontava para real abondono familiar. Há a necessidade de termos uma ação judicial com relação aos familiares e que ter esta ação não implica em vermos e cuidarmos do usuário pois se ele retornar-se hoje para casa estava claro que não receberia a atenção necessária a sua saúde , com o agravante que continuaria dormindo na área esterna da casa! A minha indignação e denuncia refere-se que este caso caminha assim há anos, o NAPS aceitou que a família depositasse o usuário no NAPS, denunciando e analisando o caso, porém empurrando com a barriga e nunca batendo de frente com a situação , como está se desdobrando neste último mês. Brigar e obrigar a família agora a tratar! E deixar o usuário a mercer desta situação, no momento em que ele não dispõe de recursos externos e internos para se defender! Ameaçar com processo o colega que retarda a ação judicial de forma impulsiva escondia outras razões . Existe um conflito entre a equipe e o técnico que se arrasta a anos e só agora a equipe ganha coragem para o enfrentamento . Denuncio está questão principalmente porque na gestão anterior nínguem abria a boca! Por medo da repressaria! Sem dúvida! Fui tomada por grande ira , esta denuncias foram feitas de forma amena e durante elas apresentam a minha decisão de não continuar ocupando essa função! A Dra2 , que entra após a discussão e vê o meu discurso e com sua lucidez concorda comigo e diz: "Eu acho uma puta sacangem o que ocorreu, porque só agora! Isto é covardia! Com estas atitudes estamos comprometendo a Roseli, não é hora disso ocorrer , eu concordo com o desleixo do colega , só que não desta forma que a equipe deve conduzir!" ... Concorda comigo que com os usos do caso , e que não é hora agora de forçar a família ficar com ele, seria muita sacanagem com o usuário.Irada, e com o peito prestes a desabar em uma explosão emocional. Controle a explosão do choro, e muito irada coloco a minha posição : " 1 -Iria sair e conservar com o setor juridico e ver o que adiaram e postegaram a ação de ir a delegacia. 2- O usuário iria permanecer em regime de hospital noite e cuidariamos dele e eu conversaria com seu médico , o Dr.1, o que com certeza não discordaria da decisão da equipe. 3- Eu não continuaria num lugar dando a minha pele para ser esfolada, presevava a minha qualidade de vida e que estava cheia da atitude da equipe que só soube cobrar mesquinharia e apontar o dedo para o colega dizendo o que ele não fazia, acusando o de não trabalhar, de ter regalias . E no entanto todos que apontam e fofocam e boicataram neste último mês não olhou para si e para suas regalias e que continuaria com a atitude de denunciar isto em equipe e não me ater a fofocas. E me espantava a corvadia de cobrar de mim acordos que antiga gestão fez e dela não cobravam!!! E tinha aceitado o convite de ser diretora, pois a equipe exigia que o substituto fosse um membro da equipe ! Pergunto para transformar a vida da pessoa em um inferno e boicotar toda a mudança . Esse é o apoio. Além que o desfecho abre um precedente de agora em diante processarmos uns aos outros. Deixei claro a tecnica-amiga que tomasse a condução que desejasse e eu tomaria as ações que me cabiam. Saio da sala para não explodir e certa que não queria mais este lugar.Durante toda a noite e nestes dois dias tenho processado esta ocorrência e a minha reação a ira. Ela na realidade foi a gota d'agua, e fiquei preocupada pois ela pós por terra todo o investimento de promover a coesão da equipe. Se a cada discussão e discordância entrar a ameaça , voltamos a pode falar e buscar a ressolução. Porque será que antiga gestora optava pelo silencio, e tomava nas mãos todas resoluções? Vejo se continuar com a ação de promover a construção do nós grupal, ela esbarrará em muitos conflitos e corro serios riscos de sofrer uma ação judicial por assedio moral, quando esbarrar em vaidades e mexer com as regalias. Só me resta esta conclusão após avaliar a condução da equipe diante dos conflitos, caso ela se agrave , vamos esquecer o "nós "e o dedo será apontado para o "eu" aqui.Diante da minha indignação de minhas colocações , vieram mais agressões , pois eu não posso conceber que eles realmente pensem assim! primeiro estou sendo sacana em abondonar o barco,sou a única responsável por aceitar este cargo,estou em um lugar aonde nínguem tem a obrigação de me ver como pessoa, eu é que tenho que ser uma gestora humana e ver a necessidade do outro,tenho que ter grandes tetas mesmos para amamenter todos, esta equipe são meus filhos,a minha decisão em deixar a gestão é de cunho pessoal e individualista.estarei cortando a oportunidade que a vida me apresenta de dar uma virada de 360 graus e brilhar e conseguir tudo o que quero. Estou me boicotando.Acredito pelo que falei e agi até hoje, e quem me conhece nõ preciso nem argumentar o absurdo de tais colocações. Vejo o mundo e as relações humans sobre outra ótica ! Sei que esta encarregatura veio as minhas mãos por alguma razão pessoal e energética , no mínimo é um grande espelho de como agi na vida , na base do sacrificio e que hoje isto mudou . Como disse anteriormente não há honra , dignidade e paz no sacrificio e não dinheiro ou vaidade egoicas e de poderes que substituam o prazer de estar viva. Treis fatores me influenciaram em aceitar ser gestora e fique bem entendido não de ocupar este lugar de bodi-expiatório ou cordeiro de Deus no altar pronto a ser sacrificado em prol das necessidades e desejos dos outros:Amo e acredito no que construi dentro do NAPS neste doze anos. Entendi que neste momento um gestor que não fosse da equipe destruraria a equipe e o trabalho e quem pagaria por isso seria os usuários. Pactei comigo aceitar ocupar um cargo do qual não tenho competencia e requer um trabalho administrativo que não gosto de fazer até o final deste ano , quando haveria a mudança do gestor da cidade, e trabalhar para coesão da equipe , aonde uma equipe forte poderia enfrentar possíveis ameaças ao serviço no ano que vem.Quando procurei amigos-técnicos , os mesmos que estavam na mesa, para conversar e ampliar a minha visão da situação e poder optar. Pois estava relutante em aceitar , meu coração não queria, estas pessoas expressaram pedidos e argumentaram para que eu aceitasse! E eu as ouvi !Aceitar o desafio de estar em campos em que eu não dominava, vi que isto poderia energizar a minha vida e ver o que estava energeticamente por detrás dessa oferta. Já falei das sincronicidades que envolviam a situação em textos anteriores. O dinheiro e a promoção eram um fator , mais tinha dúvida das relações custos e benefícios. E estava certa !Assim deixamos o bar e eu só fui abraçada quando tinha me recuperado e não corria o risco de desabar num choro profundo. Fico a refletir aqui da posição que estou agora, que construção e coesão grupal, que preze pela igualdade se quem a coordena não existe como pessoa e não pode e não deve ser acolhida em suas dores e necessidades! Que modelo é esse ? A quem ele serve? O que ele preserva? Encerro por aqui, muitas foram as emoções e insight' elaborados ,temas para textos futuros .Bem resumi as ocorrencias daqueles dias, sei que ouveram momentos importantes para todos , com uma grande carga emocional para todos, mais só posso falar de meus pensamentos-sentimentos, cada um que assuma os seus. Como estou consciente dos conteudos pessoais que estavam presentes em minhas ações e este será o tema da parte 2. Por hora estou cansada .
    Namastê