CANTÃO DE BORACEIA - FOTO ROSELI JAN/10 - AONDE RESIDE O MEU CORAÇÃO
O DASA MAHAVIDYA ENTRA NUM FLUXO DE REEDIÇÃO.AO RELER VÁRIOS ESCRITOS AQUI POSTADOS, FICO PASMA E ENVERGONHADA. TOMO CONSCIÊNCIA DA DIMENSÃO DE MINHAS FACETAS DE MULHER. ALGUMAS BRILHANTES , OUTRAS TENEBROSAS.ENFIM PRESERVO AS TENEBROSAS, POIS NINGUÉM FOGE DO QUE É. E QUEM SABE AO REMEXER NESTES CASTELOS DE AREIA, EU ENFIM CONSIGA SARAR AS MINHAS FERIDAS.
QUANDO ALGO DEIXA DE EXISTIR ....NÃO HÁ O QUE DESCREVER....RESTA A LEMBRANÇA....QUE CADA UM PRESERV
DASA MAHAVIDYA - KAMLA
O DASA MAHAVIDYA
livro de areia
atemporal
tal qual as minhas lembranças.
livro de areia
atemporal
tal qual as minhas lembranças.
quarta-feira, 5 de março de 2008
MEDITANDO COM OS GATOS

EM NOSSA ÂNSIA DESMETIDA NOS AGUARRAMOS AO QUE VIMOS, ALGUMAS ATRAVÉS DE ÓCULOS E CREMOS QUE AS DISTORÇÕES QUE ENXERGAMOS SÃO A REVELAÇÃO DA VERDADE.
HÁ DE VER, OUVIR E SENTIR COM OS OLHOS DA "ALMA".
INTUIÇÃO UM SENTIDO DESPROVIDO DE APROVAÇÃO, MARGINALIZADO E MENOSPREZADO.
OS ÓCULOS DO MATERIALISMO QUE A TUDO PEDE A CONFIRMAÇÃO, NOS ALEJA EMUITAS VEZES CONSTRUÍMOS VERDADES AONDE NÃO HÁ. OU MELHOR APENAS LHE VEMOS UMA FACE E CONCLUÍMOS SER O TODO!
MANOJ DAS EM HISTÓRIAS DA ÍNDIA ANTIGA NOS TRAZ UM CONTO, "MEDITANDO COM OS GATOS", QUE NOS REVELA A IRONIA DOS NOSSOS ACERTOS E ERROS NA BUSCA PELA VERDADE E PELA FELICIDADE. ADEMAIS SE NOS ATERMOS E OLHAMOS MAIS ADIANTE VEREMOS QUE A BUSCA DEVE-SE INICIAR POR ONDE ELA NOS APARECER, A ENTREGA MESMO A ILUSÕES SE FAZ NECESSÁRIO.
O MAIOR PERIGO RESIDE EM NUNCA SE ENTREGAR COM MEDO DE NÃO ESTAR CERTO. É CLARO E POSSÍVEL , E EU SEI , POIS VI , O CONTO ESCONDE MUITAS MENSAGENS . APENAS CITEI UMA DAS QUE EU VI , POIS A PEGUEI PARA MIM!
ENTÃO MEDITEM NO CONTO : "MEDITANDO COM OS GATOS"
E DIVITAM-SE !!
ROSE
'O folclore indiano tem algumas jóias de exercício em senso comum. Mais do que qualquer outra disciplina, o misticismo é claro em declarar que nossa inspiração não pode ser imitada por ninguém. Qualquer função destituída de esperíto, torna-se um ritual morto. Esta é uma que investiga a gênese de um ritual.
Ao pé de uma colina, às margens de um rio, vivia um eremita. A floresta à volta fornecia-lhe os frutos e os vegetais que ele necessitava. A água do rio era pura. as pessoas das aldeias vizinhas ficavam feleizes de fazer qualquer coisa para o eremita. Porém, suas necessidades eram poucas.
Muitos acorriam para encontrá-lo. Ouviam conselhos e iam embora. Mas um se apegou a ele, apesar de nunca ter sido encorajado pelo ermita. Contudo, deve ser admitido queo jovem servia bem a seu mestre. ele se arrogava ser o principal discípulo do ermitão e este não se importava.As pessoas começaram a chamá-lo de Chelababa.
Uma tarde, enquanto meditava profundamente, o eremita recebeu um chamado de seu Guru, que vivia nos Himalaias.
"Estou indo para as colinas altas", o ermitão anunciou a Chelababa de madrugada. Na verdade, seu pé direito já estava fora da cabana. Chelebaba foi tomado de supresa, mais conseguiu controlar-se e dizer:
"Por favor, leve-me consigo".
O eremita sorriu amavelmente, mas foi categórico ao expressar sua impossibilidade em levá-lo.
"Qaundo voce voltará?", perguntou Chelababa à beira das lágrimas.
"Por que deveria eu ficar preso a qualquer compromisso sem valor? Sou um asceta. Vou para onde quiser. Não tenho apego a nenhum lugar, voce deve saber disso."
"O que acontecerá a este ermitério encantador?", perguntou Chelababa muito interessado.
O eremita riu e disse:
"O ermitério era para mim; eu não era para o erimitério. Não foram muitos castelos e fortes reduzidos à poeira através dos séculos? O que importa se uma mera cabana desaparecer?"
Chelababa não pareceu apreciar a resposta. Chorou e disse:
"Mestre, pelo menos permita-me viver aqui em sua memória. Talvez um dia você retorne."
O eremita sentiu pean do jovem que, apesar de tudo, o tinha servido tão bem.
"Que seja", disse. "Pode dizer a todos que pedi pra voce conservar meu eremitério."
Não sabemos para onde foi o eremita depois ter encontrado seu Guru. Pode ser que tenha perambulado pelos Himalaias. Trinta nos se passaram. Mas, um dia, talvez tenha se lembrado de seu velho eremitério, às margens do rio, e do discipulo que deixara lá. Decediu visitar o lugar.
Andou durantes vários meses e aproximou-se da colina. Muito havia mudado naquela região e ele, também, mudara muito. Ninguém o reconheceu. No caminho para seu ermitério, encontrou uma feira. Curioso, entrou e o que viu o supreendeu tremedamente. Uma seção da feira era dedicada apenas à venda de gatinhos!
"Este aqui está destinado a crescer e tornar-se um maravilhoso macho, muito apropriado para meditação", explicou um vendedor segurando um gatinho listrado.
"O meu está destinado a se tornar o mais belo gato malhado do mundo - o tipo exato para a pura
meditação", gritou um outro.
"Venham aqui, estes gatinhos são descendentes direto do gato de estimação do Guru, aquele com o qual o grande eremita meditava!", declarou um terceiro.
O eremita ficou perplexo. Levou um homem para o lado e observou:
"Senhor, nunca ouvi falar sobre uma feira de gatos!"
"Como podia ter ouvido? Os discípulos de Chelababa vivem, a maior parte, nesta área. Naturalmente, como o gato é muito importante aqui, nós temos esta feira quinzenal!" disse o homem.
Isso, porém, não satifez a curiosidade do eremita. continuou andando em direção ao seu eremitério. No caminho, ouviu um senhor idoso, chamando a atenção do filho:
"Como pode você pensar em meditar sem um gato amarrado ao pilar? O que pensará de você Chelababa se vier a saber de sua condura extravagante?"
Perplexo cada vez mais, o eremita chegou à margem do rio. Sua velha cabana estava lá, mas era conservada como um santuário sagrado. Seu discípulo, Chelababa, vivia numa bela casa, que lhe fora ofertada por seus admiradores. Alguns discípulos estavam a seu serviço.
Todos olharam com supresa para o inesperado visitante, porém ninguém ousou paraá-lo. O eremita prosseguiu em seu caminho até o quarto de Chelababa. Anoitecia, Chelababa meditava. Diante dele estava deitado um gato. amarrado a um pilar.
Enquanto o eremita olhava com compaixão, veio-lhe a vis~~ao de tudo que havia acontecido. Décadas atrás, ele possuía um gato de estimação. O gato travesso tinha o hábito de brincar com ele e puxar sua barba sempre que o encontrava sentado tranqüilamente. Quando o eremita sentava-se para meditar, amarrava-o a um pilar, para não ser pertubado por ele. Chelababa havia observado esta prática e concluíra que, amarrar um gato ao pilar, era o primeiro requísito a ser seguido para uma meditação saudável.
Assim que Chelababa abriu os olhos, viu seu mestre.
Estava para gritar de alegria, mas o eremita impediu-o a tempo e disse:
"Não tenho a intenção de atrair a atenção dos outros sobre mim . Devo deixar este lugar imediatamente."
"Mestre! por favor, leve-me consigo", em lágrimas , Chelababa implorou.
O eremita sentiu que suas súplicas eram genuínas.
Embora simplório, Chelababa era uma boa alma, um sincero devoto.
"Tudo bem. Encontre-me no outro lado da colina, sozinho, dentro de uma semana. Enmquanto isso, anuncie a seus discípulos que a era da meditação com gatos amarrados ao pilar já passou. De agora em diante , eles podem meditar sem esta formalidade", disse o eremita e foi embora para a
colina."...
conto extraído de "Histórias da Índia Antiga - recontadas por Manoj Das - editora Shakti
Namastê
HÁ DE VER, OUVIR E SENTIR COM OS OLHOS DA "ALMA".
INTUIÇÃO UM SENTIDO DESPROVIDO DE APROVAÇÃO, MARGINALIZADO E MENOSPREZADO.
OS ÓCULOS DO MATERIALISMO QUE A TUDO PEDE A CONFIRMAÇÃO, NOS ALEJA EMUITAS VEZES CONSTRUÍMOS VERDADES AONDE NÃO HÁ. OU MELHOR APENAS LHE VEMOS UMA FACE E CONCLUÍMOS SER O TODO!
MANOJ DAS EM HISTÓRIAS DA ÍNDIA ANTIGA NOS TRAZ UM CONTO, "MEDITANDO COM OS GATOS", QUE NOS REVELA A IRONIA DOS NOSSOS ACERTOS E ERROS NA BUSCA PELA VERDADE E PELA FELICIDADE. ADEMAIS SE NOS ATERMOS E OLHAMOS MAIS ADIANTE VEREMOS QUE A BUSCA DEVE-SE INICIAR POR ONDE ELA NOS APARECER, A ENTREGA MESMO A ILUSÕES SE FAZ NECESSÁRIO.
O MAIOR PERIGO RESIDE EM NUNCA SE ENTREGAR COM MEDO DE NÃO ESTAR CERTO. É CLARO E POSSÍVEL , E EU SEI , POIS VI , O CONTO ESCONDE MUITAS MENSAGENS . APENAS CITEI UMA DAS QUE EU VI , POIS A PEGUEI PARA MIM!
ENTÃO MEDITEM NO CONTO : "MEDITANDO COM OS GATOS"
E DIVITAM-SE !!
ROSE
'O folclore indiano tem algumas jóias de exercício em senso comum. Mais do que qualquer outra disciplina, o misticismo é claro em declarar que nossa inspiração não pode ser imitada por ninguém. Qualquer função destituída de esperíto, torna-se um ritual morto. Esta é uma que investiga a gênese de um ritual.
Ao pé de uma colina, às margens de um rio, vivia um eremita. A floresta à volta fornecia-lhe os frutos e os vegetais que ele necessitava. A água do rio era pura. as pessoas das aldeias vizinhas ficavam feleizes de fazer qualquer coisa para o eremita. Porém, suas necessidades eram poucas.
Muitos acorriam para encontrá-lo. Ouviam conselhos e iam embora. Mas um se apegou a ele, apesar de nunca ter sido encorajado pelo ermita. Contudo, deve ser admitido queo jovem servia bem a seu mestre. ele se arrogava ser o principal discípulo do ermitão e este não se importava.As pessoas começaram a chamá-lo de Chelababa.
Uma tarde, enquanto meditava profundamente, o eremita recebeu um chamado de seu Guru, que vivia nos Himalaias.
"Estou indo para as colinas altas", o ermitão anunciou a Chelababa de madrugada. Na verdade, seu pé direito já estava fora da cabana. Chelebaba foi tomado de supresa, mais conseguiu controlar-se e dizer:
"Por favor, leve-me consigo".
O eremita sorriu amavelmente, mas foi categórico ao expressar sua impossibilidade em levá-lo.
"Qaundo voce voltará?", perguntou Chelababa à beira das lágrimas.
"Por que deveria eu ficar preso a qualquer compromisso sem valor? Sou um asceta. Vou para onde quiser. Não tenho apego a nenhum lugar, voce deve saber disso."
"O que acontecerá a este ermitério encantador?", perguntou Chelababa muito interessado.
O eremita riu e disse:
"O ermitério era para mim; eu não era para o erimitério. Não foram muitos castelos e fortes reduzidos à poeira através dos séculos? O que importa se uma mera cabana desaparecer?"
Chelababa não pareceu apreciar a resposta. Chorou e disse:
"Mestre, pelo menos permita-me viver aqui em sua memória. Talvez um dia você retorne."
O eremita sentiu pean do jovem que, apesar de tudo, o tinha servido tão bem.
"Que seja", disse. "Pode dizer a todos que pedi pra voce conservar meu eremitério."
Não sabemos para onde foi o eremita depois ter encontrado seu Guru. Pode ser que tenha perambulado pelos Himalaias. Trinta nos se passaram. Mas, um dia, talvez tenha se lembrado de seu velho eremitério, às margens do rio, e do discipulo que deixara lá. Decediu visitar o lugar.
Andou durantes vários meses e aproximou-se da colina. Muito havia mudado naquela região e ele, também, mudara muito. Ninguém o reconheceu. No caminho para seu ermitério, encontrou uma feira. Curioso, entrou e o que viu o supreendeu tremedamente. Uma seção da feira era dedicada apenas à venda de gatinhos!
"Este aqui está destinado a crescer e tornar-se um maravilhoso macho, muito apropriado para meditação", explicou um vendedor segurando um gatinho listrado.
"O meu está destinado a se tornar o mais belo gato malhado do mundo - o tipo exato para a pura
meditação", gritou um outro.
"Venham aqui, estes gatinhos são descendentes direto do gato de estimação do Guru, aquele com o qual o grande eremita meditava!", declarou um terceiro.
O eremita ficou perplexo. Levou um homem para o lado e observou:
"Senhor, nunca ouvi falar sobre uma feira de gatos!"
"Como podia ter ouvido? Os discípulos de Chelababa vivem, a maior parte, nesta área. Naturalmente, como o gato é muito importante aqui, nós temos esta feira quinzenal!" disse o homem.
Isso, porém, não satifez a curiosidade do eremita. continuou andando em direção ao seu eremitério. No caminho, ouviu um senhor idoso, chamando a atenção do filho:
"Como pode você pensar em meditar sem um gato amarrado ao pilar? O que pensará de você Chelababa se vier a saber de sua condura extravagante?"
Perplexo cada vez mais, o eremita chegou à margem do rio. Sua velha cabana estava lá, mas era conservada como um santuário sagrado. Seu discípulo, Chelababa, vivia numa bela casa, que lhe fora ofertada por seus admiradores. Alguns discípulos estavam a seu serviço.
Todos olharam com supresa para o inesperado visitante, porém ninguém ousou paraá-lo. O eremita prosseguiu em seu caminho até o quarto de Chelababa. Anoitecia, Chelababa meditava. Diante dele estava deitado um gato. amarrado a um pilar.
Enquanto o eremita olhava com compaixão, veio-lhe a vis~~ao de tudo que havia acontecido. Décadas atrás, ele possuía um gato de estimação. O gato travesso tinha o hábito de brincar com ele e puxar sua barba sempre que o encontrava sentado tranqüilamente. Quando o eremita sentava-se para meditar, amarrava-o a um pilar, para não ser pertubado por ele. Chelababa havia observado esta prática e concluíra que, amarrar um gato ao pilar, era o primeiro requísito a ser seguido para uma meditação saudável.
Assim que Chelababa abriu os olhos, viu seu mestre.
Estava para gritar de alegria, mas o eremita impediu-o a tempo e disse:
"Não tenho a intenção de atrair a atenção dos outros sobre mim . Devo deixar este lugar imediatamente."
"Mestre! por favor, leve-me consigo", em lágrimas , Chelababa implorou.
O eremita sentiu que suas súplicas eram genuínas.
Embora simplório, Chelababa era uma boa alma, um sincero devoto.
"Tudo bem. Encontre-me no outro lado da colina, sozinho, dentro de uma semana. Enmquanto isso, anuncie a seus discípulos que a era da meditação com gatos amarrados ao pilar já passou. De agora em diante , eles podem meditar sem esta formalidade", disse o eremita e foi embora para a
colina."...
conto extraído de "Histórias da Índia Antiga - recontadas por Manoj Das - editora Shakti
Namastê
segunda-feira, 3 de março de 2008
SILENCIADOS
NOs últimos textos denominados de "Esqueletos" e que hoje em sua incompletude, porque leitores eu silencie a sua segunda parte. Deletei o seu conteúdo e deixei apenas casca superficial do que foi!
O motivo é levar a reflexão e instalar a denúncia das armadilhas da comunicação que alimentam as deformações da existência humana, a fuga ao mundo dos delírios ou a construção de devaneios intelectualizados, neuroticamente amputados.
E seguindo o rumo o qual optei traçar nesta existência, compor pela “afetação”, que seja ela na fala, na escrita e ou nas ações. Não que a intimidade exposta naquele texto me incomodava, já falei neste Blogger de passagens que julgo mais intimas e elas continuam on-line, vide Esqueletos I. Quanto aos envolvidos creio que não se incomodaram, pois se omitiram a um posicionando explicito e entendível para mim é sim ou não.
Hoje, não conseguindo dormir pelo grau de afetações geradas neste ultimo mês, volto ao Dasa Mahavidya em busca de resposta e compreensão.É amigos este espaço ganhou vultos do interiores, complexos e profundos de minha mente e coração,diagolo, medito com ele.
Talvez a razão de o Dasa Mahavidya ser classificado como uma caixa de pandora, um espaço desprovido de objetivos claros e organizados. Ele não se enquadra nas classificações “aceitas”. Talvez seja um espaço que busco para me organizar. E a minha organização é desta forma!Na realidade isto não é verdade, o Dasa Mahavidya nasceu com um objeto claro em minha mente.Ao longo desses meses foi sendo inchertado, acrescido de novas procuras, mais o seu rumo é certeiro.O crescimento traça uma trajetória em elipse, antes de seu salto em direção ao acima é necessária a descida para o resgatar do que ficou.
Objetivo por passar a mensagem do como vejo a vida e de como a vivo, como penso, sinto e a construo, e que a psicoterapeuta é construída e reconstruída constantemente por este sistema.
Assim concebo a minha identidade profissional no mundo dos “trans” , não só da trans- disciplinalidade e sim da trans-identidade. A identidade é uma “entidade” viva em constante crescimento e mutação e não um conceito estanque dentro de manuais técnicos e teóricos. Uma vez citei aqui um pensamento de Wilhelm Reich, Pai da Orgonoterapia. Reich refere-se que as fontes da vida são: “O amor, o conhecimento e o trabalho e que estas deveriam também governá-la. Acredito que de muitos de nós,racionalmente, lhe damos o nosso aval , no entanto devidimos as fontes em setores estanques e comportamentalizados. Separamos essas esferas de existências, com a desculpa, que assim podemos analisar e compreender melhor suas particularidades. Caso contrario nos perderíamos nos campos da “afetação”. A teoria sistêmica refere-se que o mapa não é o território, no entanto construímos teorias e técnicas para analisarmos os mapas , o território nos amedronta pelo fato de que ao falarmos dele estaremos falando de nós, pois vivemos e interagirmos no território, nossas ações estão nele presentes. Nos aguáramos no pensamento cartesiano, ou do Jack estripador, para fugir de nossa “afetação”.
A ciência ocidental ao estudar o homem o fez a partir da dissecação de cadáveres, encontraram a anatomia, a fisiologia, e não é de se espantar que não descobriram os fluxos energéticos, os canais sutis de energia. Estudaram a morte e não a vida . Diferentemente o fizeram os orientais que nos seus estudos interagiram com pessoas vivas no seu habitar, encontraram os fluxos da vida, a energia vital.Com este Blogger quero acrescentar que estas fontes de vida não estão desconectadas, elas pulsam, vibram, criam conexões infindáveis e matáveis, geram sistema um próprio e complexo. Com a vida! E nele está inserida o terapeuta e o usuário (aquém cuidamos).
O Dasa Mahavidya nasceu de uma provocação de um colega de trabalho, meses depois de ser admitido na unidade de saúde. Ele me pergunta o norte de meu trabalho, na época fico desnorteada e não consigo responder. E a partir deste momento começo a escrever sobre a história dos 10 anos de criação de um dos NAPS (Núcleo de Atenção Psicossocial) de Santo André, deparo-me com uma séria dificuldade não consigo desvencilhar o processo de construção técnico da clínica, das minhas experiências intimas. Na época atribui isso a minha dificuldade com a expressão escrita e acadêmica e a minha crise existencial profissional e pessoal. Estava errada não conseguia me expressar de outra forma, pois não valorizo estas formas de análises acadêmicas.As bibliotecas estão lotadas de livros sobre teorias de personalidade e técnicas terapêuticas que não nos dão respostas efetivas na clinica cotidiana, a efetividade na resolução dos problemas e sofrimentos destas pessoas.
O objetivo inicial deste blog não está perdido, estou falando de minhas experiências pessoais e profissionais e como é estar interagindo com a "loucura" humana, a loucura de todos nós!Hoje não tenho a presunção de criar novas teorias do funcionamento da personalidade ou técnicas psicoterapicas. Quero falar de minhas ações clínicas e de minha afetação dentro deste sistema, e desta forma criar espaços de reflexão e trocas.Assim é o Dasa Mahavidya, não uma composição multifacetada, sim uma composição de exposição de mil expressões faciais, ele está vivo e pulsando e reagindo nesta interação.Tal como estes textos, digitados no calor da reflexão, segundo o curso dos pensamentos, algumas vezes corrigidos após serem postados, pois estão sempre se criando e recriando e não tenho a pretenção de mostrar” o pronto”,” o correto”,” o compreensível”.
Eu sou assim como o Dasa Mahavidya, complexo, contraditório, incompreensível, repleto de erros e dificuldades, mais profundamente honesta e transparente nas intenções de minhas ações! Na noite em que os fatos descritos nos textos "Esqueletos" ocorreram fui indagada a respeito de estar silenciada, no sentido de não falar das experiências na construção do NAPS, uma experiência muito rica. Sou confrontada com a interpretação de: Como você conseguiu se silenciar por tanto tempo?Respondo eu não me silenciei, eu falei, agi e compus este tempo todo! A minha linguagem não é do discurso acadêmico e analítico! Estive viva e criando estes anos todos e nós somos a expressão de nossa história a cada momento! Basta ter olhos e ouvidos para constatar!
Eu estive no território, por isso não falei dos mapas!E o que me referenda é a devolução, o reconhecimento que tenho com quem mantenho trabalho.
É esta mensagem que deixo quando deleto intencionalmente a segunda parte do "Esqueletos".Ao retirarmos o que é intímo, o que chamo de "miolo essencial”,deixando a cascas e algumas conexões nas parte I e III! Denuncio as contradições e jogos nas comunicações. E no vácuo das cascas, no insuportável dos não ditos, que nos defendemos recheando as cascas com análises que não passam de devaneios intelectualoides, pois são desprovidos do quantum energético de honestidade existentes nos delírios! Embora sejam os delirios incompreensível por sua vez , falam de afetação dos ditos ou melhor diria dos não ouvidos!
Esta noite que denomino de quebras das mascaras em sua primeira intenção objetivava por me apoiar e incentivar a que eu aceite uma proposta que me coloca num lugar de comando e poder. Entretanto os rumos que tomaram as comunicações contraditórias colocam-me cada vez mais distante de aceitar ocupar esse lugar, caso ele seja realmente me disponibilizado. Fato que duvido!
A contradição permanece e me martela o intimo, nesta noite fui classificada como “silenciada” e que minha ações, sentimentos e pensamentos denunciam a eu ser “uma porra louca” . O porra louca é um inconseqüente em suas ações consigo e com o outro.
Um sujeito invadido pela ânsia de seus desejos, cindindo em suas esferas de sentir, pensar e agir. Eu não sou uma “porra louca” ! Conheço o lugar que ocupo na vida, e é estar entregue a afetação de viver! O que não é sinônimo de alienação e sim de honestidade!
O que fica claro após esta longa reflexão é que meu caminho é estar na composição diária da construção desses novos saberes e não em lugares de comando. Questiono-me que urge a construção de novos paradigmas para ocupação dos lugares de comando. Entretanto esta tarefa é árdua, dolorida e solitária, pois os mesmo que compõem comigo hoje, assim que eu descordar do que pensam ou do que lhes é útil, me abandonaram! Já vivi isto e não quero sofrer estas “queimaduras” novamente!
Ontem ao ter que ir a unidade de saúde levar uma usuária que vem ao consultório pedir ajuda. Esclareço que estou em período de férias dessa unidade de saúde mental. E que lidar com esta situação me proporcionou uma afetação e só afetada é que consegui atender a seu pedido de ajuda, Também não falarei dessa experiência agora! Deixo claro porém aqui que se mudar de idéia e aceitar ocupar esse lugar de comando, caso me seja oferecido, é porque amo o que faço e estou inteira na busca de novos saberes que incluam a vida nas ciências. Embora ciente que será uma semente em que os que comporem comigo nem vão enxergar!
Termino aqui dizendo à algumas pessoas que me consideram corajosa e muitas vezes muito "porra louca" :Estão equivocadas eu não possuo nenhum desses adjetivos ! As únicas qualidades que possuo e das quais me orgulho são : Espontaneidade e a Honestidade.
E que este Dasa Mahavidya é uma forma que encontrei de dizer:
“Olha, estou viva e é assim que eu vivo” . Se por acaso estes relatos, reflexões venham a ter alguma contribuição na composição de novos saberes, não sei? Estes desdobramentos não me pertencem, cada um usa , aproveita e valoriza o que vê como bem quer ou consegue.
Para encerrar não vou pedir desculpas pelo calor dessas escritas se por algum acaso esbarrem em feridas de outros e lhe causem dor.
Pedirei perdão, pois só quem assume os lados de nossa miséria existencial tem compaixão pelas esferas da miséria do outro.
Desculpas são ações voltadas a cortesia, as boas maneiras sociais. Pertencem as esferas das duplas mensagens, terceiras intenções.
O atual Dalai Lama em uma entrevista , um repórter de modo capcioso lhe pergunta: -“ O Sr. Refere-se a compaixão, então como vê a questão de sentir compaixão pelo exercito chinês que cometeu e comete tantas atrocidades com povo tibetano?
Com sua costumeira paz e sabedoria responde: “ Tenho compaixão pelo ser humano pois entendo e reconheço a miséria da prisão existêncial em que se encontram , no entando não confunda isto com a ação destrutiva , esta tem de ser combatida?
Perdão pelo drama ou comédia aqui exposto, nomeamos as situações de dramáticas e cômicas para podemos lidar com nossas reações e sentimentos perante a vida e suportá-las , bancá-las energeticamente.
Podem estar certos, agora estou rindo e chorando com a situação, pois estou presente, mergulhada nelas!
Namastê
A miséria existencial, que nos iguala e nos torna simplesmente humanos!
A honestidade existencial, pequeno Samadhi’s que nos restitui a dignidade humana!
Roseli T. Montanari
KITARO LADY OF DREAMS
Sou transportada a um tempo do possível
Assim somos na casa dos 30 anos
Saudades dos amigos e dos amores
Que lá encontrei.....
Um tempo de magia
Trazo um pouco do tempo dos possíveis
Pra este tempo do realizar!!!
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